Últimos Sonetos: A Morte Últimos Sonetos · Capítulo 87 de 96
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Últimos Sonetos: A Morte

A Morte

Oh! que doce tristeza e que ternura

No olhar ansioso, aflito dos que morrem...

De que âncoras profundas se socorrem

Os que penetram nessa noite escura!

Da vida aos frios véus da sepultura

Vagos momentos trêmulos decorrem...

E dos olhos as lágrimas escorrem

Como faróis da humana Desventura.

Descem então aos golfos congelados

Os que na terra vagam suspirando,

Com os velhos corações tantalizados.

Tudo negro e sinistro vai rolando

Báratro a abaixo, aos ecos soluçados

Do vendaval da Morte ondeando, uivando...

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