Últimos Sonetos: Velho Últimos Sonetos · Capítulo 50 de 96
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Últimos Sonetos: Velho

Velho

Estás morto, estás velho, estás cansado!

Como um sulco de lágrimas pungidas,

Ei-las, as rugas, as indefinidas

Noites do ser vencido e fatigado.

Envolve-te o crepúsculo gelado

Onde vai soturno amortalhando as vidas

Ante o responso em músicas gemidas

No fundo coração dilacerado.

A cabeç pendida de fadiga,

Sentes a morte taciturna e amiga

Que os teus nervos círculos governa.

Estás velho, estás morto! Ó dor, delírio,

Alma despedaçada de martírio,

Ó desespero da Desgraça eterna!

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