Últimos Sonetos: No seio da Terra Últimos Sonetos · Capítulo 75 de 96
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Últimos Sonetos: No seio da Terra

No seio da Terra

Do pélago dos pélagos sombrios,

Cá do seio da Terra, olhando as vidas,

Escuto o murmurar de almas perdidas,

Como o secreto murmurar dos rios.

Trazem-me os ventos negros calafrios

E os loluços das almas doloridas

Que têm sede das terras prometidas

E morrem como abutres erradios.

As ânsias sobem, as tremendas ânsias!

Velhices, mocidades e as infâncias

Humansa entre a Dor se despedaçam...

Mas, sobre tantos convulsivos gritos,

Passam horas, espaços, infinitos,

Esferas, gerações, sonhando, passam!

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