Últimos Sonetos: Para Sempre! Últimos Sonetos · Capítulo 94 de 96
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Últimos Sonetos: Para Sempre!

Para Sempre!

(A Nestor Vítor Por Devotamento e Admiração. Cruz e Sousa. 12/10/1897)

Para Sempre!

Ah! para sempre! para sempre! Agora

Não nos separaremos nem um dia...

Nunca mais, nunca mais, nesta harmonia

Das nossas almas de divina aurora.

A voz do céu pode vibrar sonora

Ou do Inferno a sinistra sinfonia,

Que num fundo de astral melancolia

Minh'alma com a tu'alma goza e chora.

Para sempre está feito o augusto pacto!

Cegos serenos do celeste tacto,

Do Sonho envoltas na estrelada rede.

E perdidas, perdidas no Infinito

As nossas almas, no Clarão bendito,

Hão de enfim saciar toda esta sede...

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