Últimos Sonetos: Silêncios Últimos Sonetos · Capítulo 86 de 96
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Últimos Sonetos: Silêncios

Silêncios

Largos Silêncios interpretativos,

Adoçados por funda nostalgia,

Balada de consolo e simpatia

Que os sentimentos meus torna cativos.

Harmonia de doces lenitivos,

Sombra, segredo, lágrima, harmonia

Da alma serena, da alma fugidia

Nos seus vagos espasmos sugestivos.

Ó Silêncios! ó cândidos desmaios,

Vácuos fecundos de celestes raios

De sonhos, no mais límpido cortejo...

Eu vos sinto os mistérios insondáveis,

Como de estranhos anjos inefáveis

O glorioso esplendor de um grande beijo!

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