Últimos Sonetos: Eternos atalaias Últimos Sonetos · Capítulo 43 de 96
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Últimos Sonetos: Eternos atalaias

Eternos atalaias

Os sentimentos servem de atalaias

Para guiar as multidões errantes

Que caminham tremendo, vacilantes

Pelas desertas, infinitas praias...

Abrangendo da Terra as fundas raias,

Atingindo as esferas mais distantes,

São como incensos, mirras odorantes,

Miraculosas, fúlgidas alfaias.

Tudo em que logo transfiguram,

Encantam tudo,tudo em torno apuram,

Penetram, sem cessar, por toda parte.

Alma por alma em toda a parte enflamam.

E grandes, largos, imortais, derramam

As melancólicas estrelas d'Arte!

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