Últimos Sonetos: Invulnerável Últimos Sonetos · Capítulo 54 de 96
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Últimos Sonetos: Invulnerável

Invulnerável

Quando dos carnavais da raça humana

Forem caindo as máscaras grotescas

E as atitudes mais funambulescas

Se desfizerem no feroz Nirvana;

Quando tudo ruir na febre insana,

Nas vertigens bizarras, pitorescas

De um mundo de emoções carnavalescas

Que ri da Fé profunda e soberana,

Vendo passar a lúgubre, funérea

Galeria sinistra da Miséria,

Com as máscaras do rosto descoladas,

Tu que és o deus, o deus invulnerável,

Reseiste a tudo e fica formidável,

No Silêncio das nooites estreladas!

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