Últimos Sonetos: Anima mea Últimos Sonetos · Capítulo 76 de 96
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Últimos Sonetos: Anima mea

Anima mea

Ó minh'alma, ó minh'alma, ó meu Abrigo,

Meu sol e minha sombra peregrina,

Luz imortal que os mundos ilumina

Do velho Sonho, meu fiel Amigo!

Estrada ideal de São Tiago, antigo

Templo da minha fé casta e divina,

De onde é que vem toda esta mágoa fina

Que é, no entanto, consolo e que eu bendigo?

De onde é que vem tanta esperança vaga,

De onde vem tanto anseio que me alaga,

Tanta diluída e sempiterna mágoa?

Ah! de onde vem toda essa estranha essência

De tanta misteriosa Transcendência

Que estes olhos me dixam rasos de água?!

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