Últimos Sonetos: Ansiedade Últimos Sonetos · Capítulo 84 de 96
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Últimos Sonetos: Ansiedade

Ansiedade

Esta ansiedade que nos enche o peito

Enche o céu, enche o mar, fecunda a terra.

Ela os germens puríssimos encerra

Do Sentimento límpido, perfeito.

Em jorros cristalinos o direito,

A paz vencendo as convulsões da guerra,

A liberdade que abre as asas e erra

Pelos caminhos do Infinito eleito.

Tudo na mesma ansiedade gira,

Rola no Espaço, dentre a luz suspira

E chora, chora, amargamente chora...

Tudo nos turbilhões da Imensidade

Se confunde na trágica ansiedade

Que almas, estrelas, amplidões devora.

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