Últimos Sonetos: Único remédio Últimos Sonetos · Capítulo 24 de 96
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Últimos Sonetos: Único remédio

Único remédio

Como a chama que sobe e que se apaga

Sobem as vidas a espiral de Inferno.

O desespero é como o fogo eterno

Que o campo quieo em convulções alaga...

Tudo é veneno, tudo cardo e praga!

E al almas que têm sede de falerno

Bebem apenas o licor moderno

Do tédio pessimista que as esmaga.

Mas a Caveira vem se aproximando,

Vem exótica e nua, vem dançando,

No estrambotismo lúgubre vem vindo.

E tudo acaba então no horror insano -

-- Desespero do Inferno e tédio humano -

Quando, d'esguelha, a Morte surge, rindo...

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