Últimos Sonetos: Perante a Morte Últimos Sonetos · Capítulo 44 de 96
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Últimos Sonetos: Perante a Morte

Perante a Morte

Perante a Morte empalidece e treme,

Treme perante a Morte, empalidece.

Coroa-te de lágrimas, esquece

O Mal cruel que nos abismos geme.

Ah! longe o Inferno que flameja e freme,

Longe a Paizão que só no horror florece...

A alma precisa de silêncio e prece,

Pois na prece e silêncio nada teme.

Silêncio e prece no fatal segredo,

Perante o pasmo do sombrio medo

Da morte e os seus aspectos reverentes...

Silêncio para o desespero insano,

O furor gigantesco e sobre-humano,

A dor sinistra de ranger os dentes!

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