Últimos Sonetos: Benditas cadeias! Últimos Sonetos · Capítulo 23 de 96
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Últimos Sonetos: Benditas cadeias!

Benditas cadeias!

Quando vou pela Luz arrebatado,

Escravo dos mais puros sentimentos

Levo secretos estremecimentos

Como quem entra em mágico Noivado.

Cerca-me o mundo mais transfigurado

Nesses sutis e cândidos momentos...

Meus olhos, minha boca vão sedentos

De luz, todo o meu ser iluminado.

Fico feliz por me sentir escravo

De um Encanto maior entre os Encantos,

Livre, na culpa, do mais leve travo.

De ver minh'alma com tais sonhos, tantos,

E que por fim me purifico e lavo

Na água do mais consolador dos prantos

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