Últimos Sonetos: Longe de tudo Últimos Sonetos · Capítulo 95 de 96
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Últimos Sonetos: Longe de tudo

Longe de tudo

(A Nestor Vítor Por Devotamento e Admiração. Cruz e Sousa. 12/10/1897)

Longe de tudo

É livres, livres desta vã matéria,

Longe, nos claros astros peregrinos

Que havemos de encontrar os dons divinos

E a grande paz, a grande paz sidérea.

Cá nesta humana e trágica miséria,

Nestes surdos abismos assassinos

Teremos de colher de atros destinos

A flor apodrecida e deletéria.

O baixo mundo que troveja e brama

Só nos mostra a caveira e só a lama,

Ah! só a lama e movimentos lassos...

Mas as almas irmãs, almas perfeitas,

Hão de trocar, nas Regiões eleitas,

Largos, profundos, imortais abraços!

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