Últimos Sonetos: Um Ser Últimos Sonetos · Capítulo 58 de 96
Obra Menu

Últimos Sonetos: Um Ser

Um Ser

Um ser na placidez da Luz habita,

Entre os mistérios inefáveis mora.

Sente florir nas lágrimas que chora

A alma serena, celestial, bendita.

Um ser pertence à música infinita

Das Esferas, pertence à luz sonora

Das estrelas do Azul e hora por hora

Na Natureza virginal palpita.

Um ser sesdenha das fatais poeiras,

Dos miseráveis ouropéis mundanos

E de todas as frívolas cegueiras...

Ele passa, atravessa entre os humanos,

Como a vida das vidas forasteiras

Fecundada nos próprios desenganos.

1/1
Menu

Fazer anotação