Últimos Sonetos: Inefável! Últimos Sonetos · Capítulo 79 de 96
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Últimos Sonetos: Inefável!

Inefável!

Nada há que me domine e que me vença

Quando a minh'alma mudamente acorda...

Ela rebenta em flor, ela transborda

Nos alvoroços da emoção imensa.

Sou como um Réu de celestial Sentença,

Condenado do Amor, que se recorda

Do Amor e sempre no Silêncio borda

D'estrelas todo o céu em que erra e pensa.

Claros, meus olhos tornam-se mais claros

E tudo vejo dos encantos raros

E de outra mais serenas madrugadas!

todas as vozes que procuro e chamo

Ouço-as dentro de mim, porque eu as amo

Na minh'alma volteando arrebatadas!

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