Últimos Sonetos: Imortal Falerno Últimos Sonetos · Capítulo 47 de 96
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Últimos Sonetos: Imortal Falerno

Imortal Falerno

Quando as Esphéras dá illusão transponho

Vejo sempre tu’alma -- , essa galéra

Feita das rosas brancas da Chiméra,

Sempre a vagar no estranho mar do Sonho.

5 Nem aspecto nublado nem tristonho!

Sempre uma doce e constellada Esphéra,

Sempre uma voz clamando: -- espéra, espéra,

Lá do fundo de um céo sempre risonho.

Sempre uma voz dos Ermos, das Distancias!

10 Sempre as longinquas, mágicas fragrancias

De uma voz immortal, divina, pura...

E tua bocca, sonhador eterno,

Sempre sequiosa desse azul phalérno,

Da esperança do céo que te procura.

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