Últimos Sonetos: Imortal Falerno
Imortal Falerno
Quando as Esphéras dá illusão transponho
Vejo sempre tu’alma -- , essa galéra
Feita das rosas brancas da Chiméra,
Sempre a vagar no estranho mar do Sonho.
5 Nem aspecto nublado nem tristonho!
Sempre uma doce e constellada Esphéra,
Sempre uma voz clamando: -- espéra, espéra,
Lá do fundo de um céo sempre risonho.
Sempre uma voz dos Ermos, das Distancias!
10 Sempre as longinquas, mágicas fragrancias
De uma voz immortal, divina, pura...
E tua bocca, sonhador eterno,
Sempre sequiosa desse azul phalérno,
Da esperança do céo que te procura.