Últimos Sonetos: Mundo inaccessível Últimos Sonetos · Capítulo 40 de 96
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Últimos Sonetos: Mundo inaccessível

Mundo inaccessível

Tu'alma lembra um mundo inaccessível

Onde só astros e águias vão pairando,

Onde só se escuta, trágica, cantando,

A sinfonia da Amplidão terrível!

Alma nenhuma, que não for sensível,

Que asas não tenha para as ir vibrando,

Essa região secreta desvendando,

Falece, morre, num pavor incrível!

É preciso ter asas e ter garras

Para atingir aos ruídos de fanfarras

Do mundo da tu'alma augusta e forte.

É preciso subir ígneas montanhas

E emudecer, entre visões estranhas,

Num sentimento mais sutil que a Morte!

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