Últimos Sonetos: Alma solitária Últimos Sonetos · Capítulo 62 de 96
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Últimos Sonetos: Alma solitária

Alma solitária

Ó alma doce e triste e palpitante!

Que cítaras soluçam solitárias

Pelas Regiões longínquas, visionárias

Do teu Sonho secreto e fascinante!

Quantas zonas de luz purificante,

Quantos silêncios, quantas sombras várias

De esferas imortais imaginárias

Falam contigo, ó Alma cativante!

Que chama acende os teus faróis noturnos

E veste os teus mistériosa taciturnos

Dos esplendores do arco de aliança?

Por que és assim, melancolicamente,

Como um arcanjo infante, adolescente,

Esquecido nos vales da Esperança?!

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