Últimos Sonetos: Condenação fatal Últimos Sonetos · Capítulo 60 de 96
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Últimos Sonetos: Condenação fatal

Condenação fatal

Ó mundo, que és o exílio dos exílios,

Um monturo de fezes putrefato,

Onde seres vis circula nos concílios.

Onde de almas em pálidos idílios

O lânguido pefume mais ingrato

Magoa tudo e é triste como o tato

De um cego embalde levantando os cílios.

Mundo de peste, de sangrenta fúria

E de flores leprosas da luxúria,

De flores negras, infernais, medonhas.

Oh! como são sinistramente feios

Teus aspectos de fera, os teus meneios

Pantéricos, ó Mundo, que não sonhas!

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