Últimos Sonetos: Na Luz Últimos Sonetos · Capítulo 68 de 96
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Últimos Sonetos: Na Luz

Na Luz

De soluço em soluço a alma gravita,

De soluço em soluço a alma estremece,

Anseia, sonha, se recorda, esquece

E no centro da Luz dorme contrita.

Dorme na paz sacramental, bendita,

Onde tudo mais puro resplandece,

Onde a Imortalidade refloresce

Em tudo, e tudo em cânticos palpita.

Sereia celestial entre as sereias,

Ela só quer despedaçar cadeias,

De soluço em soluço, a alma nervosa.

Ela só quer despedaçar algemas

E respirar nas amplidões supremas,

Respirar, respirar na Luz radiosa.

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