Últimos Sonetos: Mealheiro de almas Últimos Sonetos · Capítulo 72 de 96
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Últimos Sonetos: Mealheiro de almas

Mealheiro de almas

Lá, das colheitas do celeste trigo,

Deus ainda escolhe a mais louçã colheita:

É a alma mais serena e mais perfeita

Que ele destina conservar consigo.

Fica lá, livre, isenta de perigo,

Tranqüila, pura, límpida, direita

A alma sagrada que resume a seita

Dos que fazem do Amor eterno Abrigo.

Ele quer essas almas, os pães alvos

Das aras celestiais, claros e salvos

Da Terra, em busca das Esferas calmas.

Ele quer delas todo o amor primeiro

Para formar o cândido mealheiro

Que há de estrelar todo o Infinito de almas.

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