Últimos Sonetos: Alma fatigada Últimos Sonetos · Capítulo 34 de 96
Obra Menu

Últimos Sonetos: Alma fatigada

Alma fatigada

Nem dormir nem morrer na fria Eternidade!

Mas repousar um pouco e repousar um tanto,

Os olhos enxugar das convulsões do pranto,

Enxugar e sentir a ideal serenidade.

A graça do consolo e da tranqüilidade

De um céu de carinhoso e perfumado encanto,

Mas sem nenhum carnal e mórbido quebranto,

Sem o tédio senil da vã perpetuidade.

Um sonho lirial d'estrelas desoladas

Onde as almas febris, exaustas, fatigadas

Possam se recordar e repousar tranqüilas!

Um descanso de Amor, de celestes miragens,

Onde eu goze outra luz de místicas paisagens

E nunca mais pressinta o remexer de argilas!

1/1
Menu

Fazer anotação