Leon fazer magia para retirar as pedras Pela estrada à fora · Capítulo 112 de 119
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Leon fazer magia para retirar as pedras

Leon fazer magia para retirar as pedras

Penso por um momento, olho para Gerard e depois para Leon, novamente para Gerard. Não queria confiar novamente naquele metamorfo, ele poderia passar a perna em nós de alguma forma.

— Prefiro que o Leon nos tire daqui, confio mais nele.

— Beleza, então poderiam se afastar para o lado todo mundo, caso alguma pedra escape ou tenha algum desmoronamento ninguém se machuque — Leon indo em direção a saída com as pedras nos impedindo.

Fiz o que ele mandou ficando alguns passos longes de onde estava. Rosalina ficou ao meu lado e Gerard cruzou os braços como se não tivesse gostado da escolha. Leon começou a recitar um feitiço e mexer as mãos, então as pedras começaram a levitar aos poucos, passar por cima da cabeça dele e pousar num lugar distante. Quando terminou a saida estava desobstruída.

— Prontinho, agora podemos chegar em Eldamar.

— Maravilha — sorri, motivada em conhecer a tal cidade dos elfos, sai e me deparei com diversas montanhas vermelhas para todos os lados, um enorme castelo também vermelho mais ao fundo a esquerda e a direita o vilarejo com seus telhados de palha e paredes vermelhas. — O rei deve ter algum fetiche com vermelho, né? — soltei uma risada baixa e dei mais alguns passos pelo caminho que levava para o vilarejo.

— Na verdade são dessa cor por conta da cor da terra e das pedras que retiram das minas que são tudo vermelhas, Emme — Leon me seguindo.

— Ah, entendi — olhei para ele e um vento atingiu o meu corpo e tremi da cabeça aos pés de frio. — Cruzes, fala sério — puxei a bolsa que estava segurando e abri procurando a minha roupa para frio e a encontrei, comecei a vestir o mais rapido possivel para o frio passar.

— Nossa, que frio — Leon tremendo os beiços e vindo até mim. — Me alcança a minha também.

Enfio a mão na bolsa e procuro a roupa de Leon, quando a encontro a entrego para ele.

— Nada como ser o Monstro Alkonyati, esse frio está mais como uma brisa suave — Rosalina sorrindo e estava apenas com um vestido de manga curta.

— Mas se aparecer no vilarejo assim vão perceber que é alguém fora do comum — questionei.

— Emme, eles já estão acostumados comigo por aqui, enquanto eu não fizer nada de errado não me mandam de volta para o Estreito.

— Fique com a minha capa Rosalina, mesmo assim — Leon tirando sua capa com os beiços quase brancos do frio que estava e colocando em Rosalina. Olhei aquela cena e senti ciúmes, ele deveria ter feito aquilo comigo e não com uma total desconhecida, tudo bem que Rosalina possuía belas curvas de chamar atenção de qualquer homem, mas não de Leon, ele era viciado em estudo, não ficar paquerando outras pessoas.

Viro de costas para eles e saio caminhando pelo caminho estreito que costeava a montanha e chegava até o vilarejo lá em baixo.

— Tem alguma roupa aí dentro para mim raposinha? — Gerard parando ao meu lado com a pele branca de tanto frio que estava.

— Por que não virou um animal do frio, seu cabeção? Por que achas que teria roupa para você comigo?

— Sei lá, achei que era uma bolsa mágica que era só conjurar que saia as coisas daí de dentro.

— Exagerou agora. Ande, vire um urso polar para não sentir frio ou um pinguim.

— Gostei da ideia, raposinha — Gerard dando um tapinha no meu ombro e virando um pinguim.

Olho pra aquilo e acabei rindo.

— Sério isso? Pinguins não sabem caminhar rápido, seu cabeção.

— Sei disso minha lady, mas eles conseguem fazer isso — Gerard dando uma corridinha e pulou, caiu de barriga para baixo e saiu deslizando pelo caminho.

Olhei para Leon e ele estava conversando e sorrindo com Rosalina. Aquilo me incomodou mais do que deveria, porque ele era apenas meu irmão, não era pra ter esse tipo de sentimento. Então foi que senti meu corpo inteiro mudar e ficar baixo, mexo os braços e vejo que são asas, olho para os meus pés e são patas. Havia me transformado num pinguim igual ao Gerard. Ainda estava incomodada com o sentimento estranho que havia brotado por conta de Leon, então imitei os passos de Gerard e quando cai de barriga deslizei como ele lomba abaixo. Na curva que fazia a descida, mexo o meu corpo para um lado e consigo fazer a curva. Chego onde Gerard estava aguardando ainda em forma de pinguim.

— Hei, você é uma metamorfa como eu, mas como eu nunca senti seu cheiro?

Tentei levantar, mas apenas fiquei rolando de um lado para o outro.

— Não é assim que se levanta, cabeçuda — Gerard voltou a sua forma humana, me fez ficar de pé e depois voltou a forma de pinguim. — Nem a pau vou ficar em forma humana por aqui.

— Obrigada pela ajuda. Por que não vai comprar roupa para você? Assim consegue aguentar o frio.

— Mas eu não…

— Você não usou todo o seu dinheiro, lembra? Não havia dito que havia perdido o cajado? Então ainda o tem.

— Fala sério. Já volto. Está vendo aquela taverna com um anjinho na porta ali na frente? Eu te encontro lá depois que comprar roupas quentes para mim.

— Como volto ao normal?

— Só ficar calma, respire fundo — Gerard relaxando o corpo, respirando fundo e então seu corpo mudou para a forma humana. — Vualá. Entendeu? Nada de mais e caramba está frio demais — virou um urso polar e foi em direção a cidade.

— Leon espera e como vou comer? Estou sem dinheiro e você roubou todo ele.

— Se vira criatura.

— Vou avisar isso para a Rosalina, acho que ela vai gostar de comer um metamorfo como jantar.

— Sua…Beleza, vou deixar o suficiente para um prato — parou no meio do caminho e voltou caminho.

— Claro, pra mim e para o Leon.

— Como é que é? Eu não vou pagar para…

— É meu dinheiro.

— Está bem, está bem. Para você e para o palerma, só porque eu gosto de você — sorriu voltando a forma humana, pegou a bolsa de dinheiro e atirou para mim algumas moedas. — Agora fui comprar roupa para mim e te encontro lá na taverna depois — voltou a forma de urso e rumou para a cidade.

Continua…

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