Entregar as moedas
Entregar as moedas
Vejo Leon pegar o saco de moedas e entregar o valor de moedas para o homem. Depois guarda o saco de moedas de baixo da tunica e vem caminhando até mim.
— Pronto resolvi o problema da viagem até o Estreito Alkonyati. Vamos?
— Claro, mas vamos com roupas simples para lá? Te lembra que Eldamar é muito frio?
— Bem lembrado — ele pega o saco e olha para dentro dele e solta um suspiro. — Não sei se vai ser possível comprar roupas para nós dois.
— Como assim?
— Não vou ter moedas suficiente.
— Leon, agora que me dei conta, você é um bruxo por que não invoca roupas de frio para nós seria muito mais fácil, não é?
— Eu nunca invoquei roupas Emme, pode dar errado o feitiço.
— Mas pode dar certo e eu confio em você. Nunca vi alguém tão dedicado em aprender magia como você antes mesmo de entrar para a escola.
Ele sorriu de um jeito que parecia que ficou sem jeito. Tossiu e ergueu a cabeça.
— Certo, então vamos pegar a carruagem logo e fazer a viagem até o Estreito Alkonyati.
Caminhamos até a carruagem que ele contratou. O cocheiro chegou e entramos nela. A viagem começou. Ela sacudia tanto. Era a primeira vez que andava num transporte daqueles. A sensação era bem estranha. Olho para Leon e ele estava pulando no banco e acabo rindo, contudo um solavanco me faz voar em direção colo dele.
Olho para ele e Leon está com um olhar estranho para mim.
— Foi mal ai maninho. Essa coisa sacoleja demais — digo começo a sair de seu colo para voltar para o meu lugar.
— Não somos irmãos — Leon segura firme em minha cintura, me impedindo de voltar para o meu lugar.
— Novidade. Nossa mãe nunca gostou de mim, acho que ela ficou assim depois que não recebi a marca de bruxa e…
— Não Emme, você não entendeu, não somos mesmo irmãos. Eu venho tentando pensar numa forma para te contar a verdade, mas nunca encontrei o momento certo para contar.
— Leon para, que besteira toda é essa? Tudo bem que eu deveria ter ganhado a marca e…
— Não Emme, entenda, você não é a minha irmã, porque a sua mãe não é a Elara, que é a minha, nem mesmo temos o mesmo pai. Entende?
— Do que está falando garoto? Olha essa brincadeira idiota está indo longe demais. Me larga e deixa eu voltar para o meu lugar.
— Por que não acredita em mim sua teimosa? — Leon encostando a testa no meu braço e bufou.
— Porque essa história é ridícula e essa brincadeira esta indo longe demais. Me solte, por favor.
— E se eu te mostrar que não somos? Te provar que estou dizendo a verdade vai acreditar em mim? — perguntou se afastando do meu braço e me encarando.
— Como faria isso?
— Eu voltaria no tempo e te mostraria tudo. Elara mentindo e você pequena nos braços de sua mãe com seu pai junto. Sabia que é muito parecida com ela? — comentou pegando uma mexa do meu cabelo e colocando para trás.
— Mas por que faria isso? Não estou entendendo, qual a necessidade de fazer isso por mim, Leon. Você está bem estranho
— Porque eu…
Sentimos a carruagem parar bruscamente. Penso em sair do colo de Leon, mas ele impede, estava me segurando firme pela cintura. A porta da carruagem abriu e um homem segurando uma garrucha e aponta para nós dois.
— Beleza, passa o seu dinheiro e desçam da carruagem sem movimentos bruscos, se não vão levar um tiro — o cocheiro.
Leon me olha e respira fundo. Me puxa para trás dele e entrega o saco de moedas para o homem. Ele desce primeiro, pega a minha mão e puxa com força para trás dele quando estou na rua me protegendo.
— Ótimo, agora é só vocês seguirem por essa estrada até o seu destino. Não estão muito longe de lá. Mais alguns quilômetros chegam lá.
— Como é? Ficou maluco moço? Aqui perto tem a cidade dos trolls e eles amam comer carne humana e meio que somos dois…
— Desculpa ai mocinha, mas eu recebo muito pouco para ser cocheiro e às vezes preciso aproveitar o momento que aparece. Ele é um bruxo, pode resolver os problemas de vocês bem fácil — o cocheiro subiu na carruagem apontando a arma para nós dois. Fez a volta com a carruagem e partiu em direção do vilarejo.
— E agora o que vamos fazer, Leon?
— Voltar a pé para Hiruna e ir para casa.
— É isso? E a missão que eu tenho?
— Sem dinheiro não tem como seguir estamos sem…
— Olha só o que temos por aqui — uma voz grossa saiu de trás das árvores.
— Não acredito na nossa sorte — outra voz surgindo.
— A ruiva é minha, falei primeiro — a terceira voz.
Olhei para Leon e segurei em suas vestes com medo. Segundos depois apareceram três trolls de trás das árvores.
— Jogue algo neles, um feitiço, qualquer coisa — sussurro para Leon.
— Mas são três Emme — Leon sussurrou sem tirar os olhos dos trolls.
— Nem pensar, vão ser divididos igualmente.
— Beleza então..opa calma ai mocinho com essa mão — o troll atirando algo em nossa direção, sinto apenas uma rede caindo sobre nós dois. — Esses bruxos sempre tentando ser espertos.
— Fala sério. Bruxo faz tempo que não como um — o outro gargalhou.
FIM
Caso queira mudar o final dessa história, pode voltar no tempo. Escolha outra decisão e tente mudar suas escolhas. A aventura lhe espera!