Um gnomo cai nos braços dela Pela estrada à fora · Capítulo 75 de 119
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Um gnomo cai nos braços dela

Um gnomo cai nos braços da raposinha

Não conseguia confiar em suas palavras. Imagina vir até a cidade para não me levar para casa, sendo que chegou informando que era para me levar para casa. Leon fica me olhando esperando que eu fizesse algo, quando dou um passo adiante para dizer que confiaria nele, algo cai nos meus braços. Olho para baixo e vejo um gnomo com seus noventa centímetros de altura com um lindo gorro vermelho.

— Olha o que temos por aqui. De onde veio pequeno? — Leon sorriu.

— Estava fugindo de um pássaro que estava querendo me comer.

— Olha só que coisa mais fofa, Leon. O que será que tem de baixo do gorro? — perguntei colocando a mão no gorro do gnomo, sempre tive curiosidade para saber o que guardavam debaixo dos gorros, haviam diversas histórias que eles tinham até um chifre de ouro ali de baixo que dava para quebrar e vender.

— Não faça isso Emme…

Contudo quando puxei o gorro do gnomo, ele mudou de aparência. Dentes afiados surgiram em sua boca pequena e seu tamanho começou a aumentar. Ficou pesado e tive que o largar no chão. Seus braços magrelos ficaram musculosos e ele ficou rosnando para mim, enquanto segurava o seu gorro.

— O que você fez sua idiota? — Leon berrou dando alguns passos para trás para fora do beco.

— Eu só queria saber o que havia debaixo do gorro.

O gnomo continuou a rosnar e ficar com os olhos fixos no gorro que segura na mão. Então raspou o chão com uma perna e depois a outra, como se fosse um touro e bufou fazendo fumaça sair de suas narinas.

— Devolva para ele agora! — Leon berrou e puxou a minha mão que não segurava o gorro. — Vamos sair daqui agora! — gritou correndo para longe daquele beco me levando junto com ele.

— Mas o que ele vai fazer com nós? Ele só tem um metro e trinta, talvez. O que poderia fazer contra nós?

— Muita coisa. Principalmente que enquanto ele não pegar seu gorro de volta ele vai continuar crescendo e crescendo. Até virar um gigante podendo nos esmagar como insetos.

— Tipo esse gorro? — perguntei mostrando para ele o gorro que ainda segurava, porque como ele me puxou muito rápido não consegui ter tempo de solta-lo.

— Emme! Eu avisei para devolver para ele naquele momento.

— Foi mal, você gritou e saiu correndo, não tive tempo.

— Então é bom saber correr muito rápido.

Escutei um urro alto e depois o chão tremeu. Olhei para trás e vi o topo de uma cabeça de cabelo azul aparecer atrás de uma casa. Leon ainda corria entre as ruas, entrando em diversas delas sem parar nenhum segundo.

— Por que não cria um portal?

— Eu poderia, mas você precisa devolver esse gorro para ele antes disso.

— Como vamos fazer isso agora?

— Não sei, porque antes quando pedi ele ainda estava pequeno e o enxergaria facilmente. Agora não tenho ideia, teríamos que mostrar bem no rosto dele.

Agora é sua vez . Escolha a decisão que a raposinha vai tomar.

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