Caçar o coelhinho
Caçar o coelhinho
Decido caçar o coelhinho. Nunca gostei de caçar porcos, gritavam de mais por qualquer coisa que se fazia com eles e precisava ter uma mira precisa para o acertar em cheio se não ficaria gritando até morrer e gritar naquela floresta seria um grande problema. Pois não havia colocado no mapa para rastrear os predadores grandes: lobos, ursos, cobras e humanos.
Amarro melhor a bolsa em volta de mim para não perdê-la durante a caça. Pego o arco e flecha. Os posiciono. Caminho em busca do coelho. A noite ainda não havia ficado completamente escura, então dava para ver bem o caminho por onde ia. O avisto alguns metros adiante de mim. Fico em posição, miro e atiro a flecha. Ela o acerta na cabeça. Olho em volta enquanto vou até ele cuidando com cuidado. O junto e volto para o lugar que marquei que ficaria. Apronto os galhos, acendo o fogo com a pederneira.
Começo a carneação do coelho. De vez enquando olho para o mapa verificando movimento e resolvo adicionar os outros que faltaram, humanos, ursos, lobos, bruxos e elfos. Coloco para assar a carne e olho o mapa. Levo um susto que um grupo de humanos estava passando ali por perto. Apago o fogo na hora jogando terra em cima. Pego a carne. Escalo a arvore que tem ali por perto. Fico segurando meu arco e flecha escutando qualquer barulho. Abro o mapa e eles passam distante do local que estou.
Relaxo.
Olho para a carne mal passada encostada num canto que apoiei. Era melhor comer daquela forma do que arriscar novamente alguém me encontrar naquela floresta.
Quando termino de jantar. Pego a barraca de dentro da bolsa e retiro as cordas que fazem ela armar. Visto a barraca em mim como se fosse um saco de dormir, deixando uma parte para tapar a minha cabeça, depois uso as cordas para me amarrar contra um galho grosso para não cair da árvore. Dou mais uma olhada no mapa verificando possíveis ameaças e não vejo nada. Então guardo o arco e flecha e o mapa dentro da bolsa que consome com eles lá dentro e durmo.
Pela amanhã acordo com o canto de passarinhos. Olho para baixo e a fogueira que havia feito alguém havia passado por ali. Ainda bem que resolvi dormir na árvore. Me solto. Guardo tudo na bolsa e desço da árvore. Hoje terminaria aquela atravessaria. Aquela floresta era perigosa demais, mesmo o mapa estando enrolado e dentro da bolsa algumas vezes na noite escutei ele dar um apito alto, com certeza os seres que coloquei para rastrear deviam estar muito perto de onde eu estava.
Peguei o mapa e procurei um riacho ali por perto. Fui até ele e enchi o meu cantil. Avistei peixes pulando por ali e aproveitei para pescar. Peguei a sacola rede e a usei para pescar, entrando dentro do rio para tentar pescar um e consegui depois de muito errar.
Por ali juntei alguns gravetos e taquei fogo no peixe enquanto esperava minha roupa secar, sem nunca tirar os olhos do mapa. Até uma caravana passou alguns quilômetros dali, com cavalos, carruagem e tudo mais. Devia ser alguém importante para tanta proteção.
Quando o peixe ficou pronto. Apaguei o fogo e sai comendo pela floresta ele, com os olhos grudados no mapa prestando atenção em tudo. Dois ursos, um pequeno e outro grande atravessando o rio e um deles caiu no rio e o maior o tirou de lá. Avistei um grupo de trolls discutindo alguns metros dali e mudei o trajeto.
Quando estava perto do meio dia cheguei a Hiruna e respirei aliviada. A cidade era totalmente diferente da movimentada Helira. Ali as pessoas caminhavam mais tranquilamente. Não vi nenhum mercado no meio da rua e nem na entrada. As casas eram um pouco rústicas, feitas de madeira, palha nos telhados e pedras nas paredes.
— Agora preciso ir para onde?
Agora é sua vez . Escolha a decisão que a raposinha vai tomar.