Entrar no estábulo Pela estrada à fora · Capítulo 59 de 119
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Entrar no estábulo

Entrar no Estábulo

No momento com o susto do homem decido pelos estábulos. Dentro daquele lugar poderia ter pessoas estranhas, não estava querendo arranjar confusão. Eu possuia uma missão, entretanto de noite não conseguiria a continuar. Então precisava descansar e quando acordasse procuraria pelo ferreiro e mostraria o cajado para ele.

Entro no estábulo e não vejo ninguém por ali, apenas os cavalos relinchando o tempo todo ou batendo suas patas no chão. Caminho mais um pouco e encontro uma baia vazia, teria que dar certo. Olho em volta e não encontro ninguém. Passo pelo portão e arrumo o feno no chão para poder deitar e ter uma noite tranquila.

Abro a bolsa e pego um pedaço de carne, frutas e faço minha janta. Quando termino de comer. Retiro minha capa e a uso para me tapar e adormeço.

Sinto algo me chutar. Resmungo porque ainda estava sonolenta e não queria acordar. Havia atravessado a floresta escura sem parar em nenhum momento, os pés e o corpo estavam ainda reclamando do desgaste. Outra vez o chute no meu pé e sento esfregando os olhos, me deparo com dois homens à minha frente, quer dizer, um deles era homem, o outro deu para perceber que era um guarda e elfo. O que ele estava fazendo naquela região? Elfos não saiam de sua montanha gelada, não gostavam de se misturar com humanos.

— Viu, como falei, uma perfeita humana — informou o homem.

— Ela é perfeita para o príncipe — o elfo entregando uma sacola de tecido pequena para o homem, que a abriu e retirou uma moeda de ouro lá dentro, deu uma mordida e sorriu.

— Eu te avisei. Eu a vi entrar no estábulo ontem. Sabia que era uma viajante solitária. Ninguém em sã consciência dormiria num local onde poderia qualquer um entrar e a pegar desprevenida. Sorte dela que eu não estava afim.

— Hum e será que ela sabe fazer alguma coisa ou pelo menos falar? O príncipe é um pouco exigente com as esposas — o guarda me analisando e aquilo me irritou. Fiquei de pé e apontei o dedo para ele.

— Olha aqui seu idiota, tu acha que sou o que? Um bicho que não sabe falar?

— Interessante, esse tipo de esposa, o príncipe nunca teve. Então vamos, senhorita? — o guarda elfo fez uma reverência para mim e depois esticou o braço como se fosse apoio para me levar como se fosse sua acompanhante.

— Como é que é? Está ficando maluco? Acha mesmo que pode vir aqui, me comprar de um homem que eu nem conheço e eu vou ir de bom grado? Nem a pau juvenal — puxei o meu canivete e apontei para ele.

— Faça o favor, senhorita — o guarda elfo puxando uma espada da cintura e apontando para mim.

Olhei para o meu pequeno canivete contra aquela enorme lâmina. Então olhei para o portão aberto e corri na direção dele. O atravessei e continuei a correr para longe daquele estábulo. Não viraria esposa de ninguém. Principalmente um elfo, que pelo jeito havia tido diversas esposas. Será que ele as matava? Ou as comia? Só de pensar já me causava calafrios.

Quando estava quase saindo do estábulo sinto algo prender em volta das minhas pernas e me fazer cair. Olho para trás enquanto sou puxada pelo guarda elfo que estava com um sorriso no rosto.

— Com certeza o principe vai ficar muito interessado em você. Primeira esposa que tenta lutar contra um guarda real — solta um riso nasalado.

— Eu não vou a lugar algum.

— Claro que não, vai direto para o Castelo Carmesim.

— Eu não vou não — meu canivete ainda estava em minha mão, então tento cortar a corda que estava em volta das minhas pernas, contudo mesmo fazendo toda a força a corda não mostrava nenhum desgaste que estava sendo cortada.

— Humana, entenda que as coisas feitas por elfos são muito mais duráveis — cheguei perto dele e num movimento rápido ele amarrou minhas mãos e pés. Assobiou.

Segundos depois um hipogrifo pousou no campo de treino. Ele me jogou por cima do ombro e pulou a cerca como se eu não pesasse nada.

— Então agora vai me levar para o Castelo Carmesim, isso?

— Exato.

— Mas eu sou uma simples humana, ele está nas montanhas geladas, eu vou congelar lá.

— Bom, então se morrer rápido será como as outras esposas do príncipe, nenhuma aguentou o tempo lá. Mas sinto que você é diferente.

— Claro que sim, que vou virar um picolé no instante que colocar os pés naquela montanha.

— A capa dela, meu bom homem — o guarda elfo gritou.

Alguns segundos depois o tal homem que me vendeu apareceu segurando a minha capa. Nem tinha percebido que estava sem ela. Ela deve ter escorregador de mim quando fiquei de pé na baia.

— Pronto, agora vai durar um pouco mais de tempo — vestiu a capa em mim. Me colocou no lombo do hipogrifo na parte da frente e subiu atrás. — Agora vamos lá.

Continua no próximo livro que será publicado depois que esse terminar. Se não quiser esperar, volte no tempo escolhendo outra opção e tente outras escolhas.

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