Voltando a forma humana Pela estrada à fora · Capítulo 113 de 119
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Voltando a forma humana

Voltando a forma humana

— Beleza, ele informa como fazer e sai andando. Grande ajuda que me deu — respiro fundo algumas vezes para tentar relaxar o corpo e escuto apenas o barulho vindo da cidade.

— Olha um pinguim! Será que é o Leon? — a voz de Rosalina me dando um susto tão grande que olho para ela rosnando e sinto meu corpo mudar de forma. — Com certeza não é ele — coloca as mãos na cintura e sorri.

Leon aparece atrás dela e fica me observando. Me olha nos olhos, eu estava quase de sua altura. Não tinha ideia que animal havia virado.

— Emme? Por que virou um tigre?

— Eu não… Virei? Ela que me assustou.

— Então volte ao normal, consegue?

— Se eu conseguisse já estaria na minha forma humana, não achas? — rosno e bufo em seu rosto.

— Cadê aquele imprestável do Gerard? Ele poderia lhe ajudar neste momento — Rosalina vindo até mim. — Posso passar a mão em seu pêlo? Nunca vi um tigre branco de perto.

— Tudo bem. Ele virou um urso polar e disse que iria comprar roupas quentes para ele e que nos encontraria na taverna com um anjo na porta.

— Hum e ele te mostrou como voltar a forma humana pelo menos? — Leon com a mão no queixo ainda me observando.

— Claro que sim, ele me disse apenas para cozinhar as bolas de um touro e tomar a sopa delas — acabo rindo da piada mostrando os dentes da frente.

— Interessante, parece que quando se transforma em algum animal acaba adquirindo certa personalidade dele. Agora sério o que ele lhe pediu para fazer? — Leon torcendo de leve a cabeça para o lado. O seu olhar de uma certa forma estava me incomodando e foi naquele momento que me dei conta que estava nua na sua frente porque animais não usavam roupa e me atirei no chão deitada.

— Ele falou para eu ficar calma, respirar fundo e relaxar, eu estava quase conseguindo quando me assustei com Rosalina.

— Desculpa. Sabe agora me lembrei que tenho uns amigos para encontrar, faz algum tempo que não converso com eles. Encontro vocês depois na taverna do anjo — Rosalina sorriu e sumiu caminhando em direção a cidade.

— Agora só sobrou eu e você. Como vamos te deixar calma? — Leon caminhou em volta de mim e enrolei meu rabo para mais perto. Aquilo estava muito desconfortável. Eu precisava de roupas, precisava relaxar e ele me observando daquela maneira não ajudaria em nada.

— Para com isso Leon, não está me ajudando.

— Vou fazer algo que fazia em ti quando era menor — chegou perto da minha cabeça.

— O que fazia? — olhei para ele.

— Isso, era algo que lhe deixava calma, mas não deve se lembrar porque por alguma razão só gravou as coisas ruas que a mamãe fazia — esticou a mão na direção da minha orelha e começou a fazer carinho e massagear.

Não consegui ter reação para aquilo e fiquei quieta apenas apreciando o contato. Exalei fundo, senti meu corpo inteiro relaxar e depois comecei a encolher de tamanho. Quando olhei para baixo estava de joelhos na neve em forma humana. Olhei para Leon e ele sorria.

— Por que eu deletei isso?

— Não sei mesmo.

— Então vamos comer um ensopado bem quentinho? — levanto do chão e limpo a neve que grudou em mim.

— Mas como vamos comer se estamos sem dinheiro?

— Consegui subornar o Gerard — sorrio e pego as moedas do chão que ele jogou. — Viu só, não sou tão burra assim.

— Só isso? Olha, acho que isso não vai dar para…

— Eu sei, mas podemos comer alguma coisa e quando ele aparecer peço mais ou você usa sua força e arranca o saco de moedas dele, que tal?

Ele riu anasalado e balançou a cabeça em negativa.

— O que foi? O que disse de errado?

— Você acha mesmo que sou páreo para um metamorfo como ele?

— Claro que sim, você é o meu irmãozão e o maior bruxo que já conheci. Deve ter algumas cartas na manga para o derrotar.

— Essa coisa de irmão… Deixa quieto. Vamos lá comer, porque estou começando a congelar.

continua…

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