Mapa de Palavras Mágicas
Mapa de Palavras Mágicas
Acabo escolhendo o mapa mais em conta, porque estava com fome e não iria passar fome, de forma alguma.
— Vou querer o mapa com as palavras mágicas, senhor.
— Certo — ele pegou o mapa, o enrolou, colocou dentro de um tubo de papel com tampa que tinha uma alça e esticou a mão para mim. — Pagamento.
— Claro, as quinze moedas — enfiei a mão no bolso e fui retirando as moedas até alcançar o valor necessário. — Certinho?
— Claro. Quando for ativá-lo repita as palavras que estão escritas no rodapé, depois informe o local que quer ir, ele traçará o caminho até o seu objetivo. Bom proveito — me entregou o tubo e eu o vesti o atravessando em mim.
— Ah entendi.Obrigada.
Sai da loja e vou direto para o Mercado Caelum comprar algo para comer, tranquila que não me perderia e que não passaria fome. Passo numa barraca e compro carne seca, guardo na mochila e pego uma para comer. Depois passo nas barracas que vendiam: Mantimentos, Provisões, Ferramentas, Utilidades, Vestimentas, Proteção, Iluminação, Frutas e Vegetais. Ainda havia me sobrado algumas moedas.
Então caminho até a entrada da cidade. Retiro o mapa do cano, o desenrolei, abro e procurei as tais palavras que o vendedor da loja havia informado, ali estavam elas. As recito e digo o nome Hiruna no final. Um brilho surge do meio do mapa e depois segue em direção a floresta. Enrolei o mapa para testar se poderia seguir sem estar o segurando, consegui. Enfiei o mapa atrás de mim e segui a luz, confiante em minha compra.
Não foi difícil seguir o feixe de luz pela floresta, ele desviava de árvores, pedras, buracos. Enquanto segui a luz fui comendo, pão, peixe e frutas. Desde que sai de casa havia comido quase nada. Depois de tanta comida acabei sentindo cede e me lembrei que não comprei nem um cantil ou uma garrafa com água. Peguei o mapa na mão para olhar o caminho que estava seguindo e o traçado estava ali. Pensei em parar um pouco para beber água perto do riacho que havia por ali. No mapa mostrava que a cidade Nherial estava alguns quilômetros longe de onde eu estava, porque o mapa tinha uma escala que dava para fazer o cálculo e descobrir quanto de distância havia entre cada ponto no mapa.
— Estou tranquila com essa distância entre eles, pois vai ser complicado de os encontrar há essa distância — sorrio e saio do caminho traçado e quando saio do traçado ele para de brilhar e some. Olho para as palavras no mapa e as repito e informo onde queria chegar.
Feixe de luz sai do mapa novamente e vai em direção ao riacho que queria. Chegando lá, me agaixo para tomar água.
— Sabe não entendo esses humanos, porque acham que nossa floresta e seu quintal para passear por onde quiser? — uma voz grave atrás de mim me assusta. Enrolo o mapa e o guardo no cano.
— Pois é, também não entendo essa fissura deles. E ai o que vamos fazer com essa ai?
Olho para trás e me deparo com dois trolls e cada um segurando um tacape quase do seu tamanho. Talvez correr entre as árvores em alguma direção, porque eles tinham as pernas pesadas iriam demorar para me alcançar ou quem sabe barganhar com o mapa que havia comprado. Aquele era um mapa muito bom. Quando estava quase fazendo a pergunta sinto algo me puxar por uma perna e me segurar de barriga para baixo.
— Olha o tamanho dela, não vai nem tapar o furo no meu estômago — o que me pegou pela perna me sacudindo de um lado para o outro e tinha cabelo azul.
— Trate ela como um petisco, deve ter mais humanos perdidos pela floresta. Então qual parte quer comer,a de cima ou a de baixo?
FIM
Caso queira mudar o final dessa história, pode voltar no tempo. Escolha outra decisão e tente mudar suas escolhas. A aventura lhe espera!