Ignoram por ser perigoso Pela estrada à fora · Capítulo 97 de 119
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Ignoram por ser perigoso

Ignoram por ser perigoso

Leon olha para mim. Contudo não se mexe.

— Não pare por nada. Criaturas pela beira da estrada nunca é bom — Leon informa o cocheiro.

— Sim senhor — cocheiro fazendo a carruagem andar.

Depois de algum tempo andando o tédio ficou grande ali dentro. Olhava pela janela tudo igual, olhava pra Leon e ele ainda com a mania estranha de desviar o olhar sempre quando o encarava. Irmãos são muito estranho, é isso. As horas começaram a ficar tediantes ali dentro parecia que nada melhorava. Sempre tudo igual. Acabo caindo no sono e deitando no banco para dormir. Acordo quando caio do banco. Levanto do chão e olho para Leon que está controlando a vontade de rir.

— Senhor, viagem vai ser um pouco turbulenta daqui para frente. O terreno é bem acidentado — avisou o cocheiro.

Voltei a sentar no meu banco e olhei para Leon que ainda estava com aquele sorriso idiota no rosto.

— Cala a boca criatura — dou um chute na canela dele que o faz resmungar.

— O que foi que eu fiz agora Emme? — perguntou gemendo esfregando a canela.

— Riu de mim e ainda tem a questão de antes, ainda não me respondeu.

— Nem me lembro mais sobre a sua pergunta.

— Por que está agindo estranho comigo, fica desviando o tempo todo o olhar. Está bravo com algo tirando a missão, porque essa já aceitou.

— Eu não estou bravo com você Emme, de onde tirou isso?

— Porque… — a resposta morreu nos meus lábios e virei o rosto para encarar a janela e ficar cuidando a paisagem.

O sacolejar da carruagem aumentou e acabei quicando no banco. Tento me segurar a todo custo por ali, mas foi impossível. Então num solavanco forte, acabo voando para frente e paro em cima de Leon que me encara ficando um pouco vermelho nas bochechas.

— Tudo bem com você?

— Estou sim, por que da pergunta?

— É que seu rosto está meio que…

Então outro solavanco forte. Sinto Leon me segurar firme na cintura. Um urro terrível reverbera por todos os lados. O cocheiro solta um grito e então só sinto meu corpo flutuar dentro da carruagem quando ela tomba e fico girando por ela com Leon grudado em mim por algum tempo. Quando paramos de girar, Leon acaba em cima de mim. Seu rosto não está vermelho, mais sim num vermelhão e engole em seco enquanto seus olhos estão cravados em mim. Aquele olhar fica estranho, era um olhar diferente para mim. Tento me mexer para sair dali, mas ele era mais pesado que eu.

— Leon, sai logo. Tu é pesado demais, está me esmagando.

— Desculpa. É que… o que será que aconteceu com o cocheiro para gritar daquela maneira? Será que achou um buraco no chão e os cavalos meios que tropeçaram? — ergueu, saindo de cima de mim.

— Quanta besteira Leon. Tropeçar, cavalo não faz isso. Não ouviu o urro enorme? Deve ter sido algum monstro por perto que os assustou — levanto do chão e vejo que o chão que estava dizendo, era o teto da carruagem.

Rastejo até onde estava a porta.

— Espera Emme, se foi um monstro ele deve estar por perto e pode nos atacar — Leon segurando em minha canela me impedindo de sair da carruagem.

Olho para ele e depois para a rua. Fico sem saber como agir. Ser atacada e morta por um monstro não seria nada legal.

— Então o que faremos?

— Não sei.

Agora é a sua vez . Escolha a decisão que a raposinha vai tomar.

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