Fabricar moedas
Fabricar moedas
Chego até perto deles enquanto conversam e Leon vira de costas para o moço e recita alguma coisa e algumas moedas aparecem em sua mão. Vira para o homem e as entrega.
— Maravilha. Vou lá chamar o cocheiro para levarem vocês. Partida agora?
— Antes vou passar num lugar e depois venho aqui para começar a viagem.
— Certo, então fico no seu aguardo, quando voltar chamo o cocheiro para começar a sua viagem.
— Maravilha — Leon vira para mim e sai caminhando. — Vamos Emme temos mais coisas para fazer.
— Ah sim — quando estamos distantes suficiente do homem, acabo perguntando.-- Por que fez magia para gerar moedas, Leon? Não disse que tinha dinheiro?
— Eu disse, só que precisava que tivesse dinheiro sobrando para o restante da viagem ou esqueceu que ainda temos muitos lugares para nós visitarmos?
— Pois é, mas ele não vai descobrir que gerou aquele dinheiro?
— Não, é como se fossem de verdade até ele acreditar.
— Como assim? Não entendi.
— As moedas só existem porque ele está acreditando nelas, quando parar de pensar nelas vão sumir.
— Então nunca vão sumir?
— Nunca vi ninguém parar de pensar no dinheiro nessa vida —- Leon riu, mas depois parou pensativo. — Ah não ser, que ele dê essas moedas para outra pessoa e essa pessoa…— Com o olhar pensativo para o céu.
— Acho que se meteu numa encrenca Leon, porque um dia vão parar de pensar sobre as moedas e quando isso acontecer vão sumir e vão vir atrás de você.
— Não comece Emme, isso tudo é culpa sua. Quem mandou sair para viajar sem ter nenhuma moeda?
— Mas eu tinha, só meio que fui roubada…— resmungo.
Leon dá um tapa na testa e bufa.
— Que ser conseguiu a enganar, poderia saber?
— Um metamorfo.
— Um metamorfo? Sério Emme? Tu não foi avisada que aquele tipo de ser não se pode confiar em nenhum momento?
— Mas é que ele me ajudou tanto e eu meio… que…
— Aff, Emme, preste atenção, nem sempre quem lhe ajuda está querendo mesmo te ajudar. Principalmente metamorfos, não se pode confiar em nenhum deles, são uma espécie desprezível.
— Tudo bem, vai ser a primeira e última vez que acreditei num deles.
— Beleza, agora vamos lá comprar nossos casacos, botas e calças para não congelarmos em Eldamar. Só de pensar naquele frio já sinto um calafrio na espinha.
Entramos na loja e escolhemos todas as roupas, mas quando saimos da loja não tinha como sair os vestindo, porque estava muito quente. Pego o meu pacote de roupas e enfio dentro da bolsa. Leon fica apenas observando o meu movimento.
— O que foi criatura?
— É uma bolsa mágica, não é? Porque a bolsa nem desenformou quando enfiou o pacote aí dentro.
— Sim esquecido, já havia dito que era quando estavamos no ferreiro.
— Eu devia estar distraído com alguma coisa no momento — Leon coçando a nuca e desviando o olhar de mim. — Guarda aí então? — entregou para mim o seu pacote sem olhar para mim.
— Claro. Agora , vamos para a carruagem para viajar até o Estreito Alkonyati — pego o pacote e sem querer pego em sua mão, Leon acaba a recuando rápido como se tivesse levado um choque. Irmãos e suas estranhezas, nunca vou entender.
Chegamos na carruagem e o moço que conversou com Leon chamou um cocheiro. Entramos todos na carruagem e seguimos viagem. Nunca havia andado de carruagem, foi um tanto estranho o sacolejar dentro dela. Contudo, o mais estranho foi Leon que quando olhava para ele, parecia que desviava o olhar de mim. Não tinha ideia do que eu havia feito de errado, tirando o fato que sai de casa para uma missão, mas isso ele havia aceitado. Quando o vi fazendo aquele movimento e olhar para a janela pela enésima vez me cansei.
— O que foi? Tem algum problema que eu fiz e não me falou?
— Como? Não entendi.
— Você, toda vez que te olho tu desvia o olhar. Devo ter feito algo de errado.
— Errado Emme? Não estamos aqui por conta que…
— Isso eu sei, mas você aceitou a vir comigo, então não teria porque ainda estar irritado. Tem mais alguma coisa ai.
— Claro que não, por que está achando isso?
— Porque você está…
— Senhores, desculpe pela interrupção, mas tem uns viajantes na beirada da estrada, parece que estão pedindo por ajuda.
Agora é a sua vez . Escolha a decisão que a raposinha vai tomar.