Procurar pelos musgos
Procurar pelos musgos
Sento numa pedra para pensar e apoio a mão nela enquanto penso em todas as instruções que recebi de meu pai quando ele me ensinava a caçar na floresta e o que eu precisava fazer para me orientar nela. Sinto algo molhado embaixo da minha palma, a retiro de lá e fico a olhando. Aquilo me faz lembrar uma instrução.
— Eles crescem para o lado contrário do leste, então pro lado que ele está é o oeste, então o outro lado é o leste. É isso — dei um salto de alegria por ter me lembrado para onde deveria ir.
Arrumo melhor a mochila nas costas, finalmente chegaria na cidade. Não queria ficar na floresta pela noite, era perigosa demais e não estava afim de encontrar trolls por ali.
Caminhei por algum tempo seguindo reto para não me perder novamente. Até que vi um sinal de fumaça que passava por cima das árvores. Respirei aliviada. Finalmente havia chegado em Hiruna.
Quanto mais chego perto, não enxergava casas ou enormes habitações, mas poderia ser apenas que estava perto da cidade e continuo com confiança. Quando saio de dentro da floresta me deparo com um acampamento e uma fogueira no meio deles. Não entendo nada daquilo.
Vejo alguns homens caminhando arrumando as mochilas, outros afiando facas e outros carneando algum animal. Um deles olha para mim e vem na minha direção. Respiro fundo. Poderia ter sem querer mudado a direção em alguma parte e ter aparecido alguns metros longe da cidade.
— O que faz aqui moça? Esta perdida?
— Sim, estava procurando a cidade Hiruna, ela fica perto daqui, não é?
Ele ri.
— Na verdade alguns quilômetros. Não tem um mapa?
— Tenho, eu só segui os musgos para seguir para leste.
— Musgos? De onde tirou essa ideia que musgos levam para leste? Eles levam pro sul. Acho que seu instrutor não foi muito esperto quando lhe ensinou.
— Caramba, e agora eu preciso ir para Hiruna e…
— Bom se seguir aquele caminho de pedras vai chegar em Hiruna.
— Sério que maravilha, então obrigada, até mais.
— Hei espere, agora não é bom caminhar por ai, já está de noite. Por que não passa a noite aqui conosco e pela manhã vai para Hiruna.
— É que eu precisava chegar logo lá e…
— Emmeline!
Escuto uma voz conhecida e olho para onde veio a voz e encontro o meu pai com sua roupa de caça.
— Pai?
— O que está fazendo aqui filha? Por que está tão longe de casa?
— É que eu…
— Ela queria chegar em Hiruna, Sawyer, mas acabou seguindo os musgos e acabou nos encontrando.
— Emme, tudo o que lhe ensinei gravou tudo errado por acaso? Porque estava caminhando sozinha na floresta, sua mãe deve estar preocupada com você.
— Aquela mulher não é a minha mãe, não é papai? Que a minha mãe verdadeira se chama Aurora?
Ele arregalou os olhos e coçou a nuca.
— Está com fome minha pequena? Que tal sentar ali em volta da fogueira que lhe conta as coisas e você me conta o que está fazendo aqui.
Aceito o convite. Meu pai conversa comigo, na verdade me interroga sobre o motivo de eu estar longe de casa, eu conto sobre tudo o que havia acontecido comigo e sobre a minha missão. Ele não gosta nenhum pouco sobre ela. Levanta sem dizer nada e some.
Fico sem entender sua reação e quando volta está acompanhado por um moço que segurava algo na mão.
— Desculpa Emme, mas isso é para o seu bem. Pode fazer o que combinamos, Rodolf.
O homem que estava o acompanhando levanta a mão e aponta uma varinha na minha direção. Uma luz que me cega cobre totalmente o meu corpo, quando consigo enxergar novamente estou na frente de casa e sem lembrar do porque estava ali e o que deveria fazer.
FIM
Caso queira mudar o final dessa história, pode voltar no tempo. Escolha outra decisão e tente mudar suas escolhas. A aventura lhe espera!