Rejeitar a missão do velho
Rejeitar a missão do velho
— Desculpa senhor, mas prefiro fazer a minha própria aventura.
— Tem certeza? As recompensas por essa são tão boas. Deveria aceitar minha jovem.
— Valeu, obrigada pela oferta, procure um ser mais capacitado. Até mais e uma boa procura — virei de costas para ele e segui pela floresta.
Não tinha ideia para onde ir, havia perdido a noção da direção ali. Poderia caminhar por dias e nunca chegaria em lugar algum. Uma bússola me ajudaria muito naquele momento. Reviro os olhos e continuo a caminhar. Aquela floresta ainda dava medo com seus barulhos estranhos dos animais. Olho para trás para ver se ele estava vindo quando bato em algo duro e caio para trás.
— Olha só quem vemos por aqui. Essa aqui não é a moça metida que machucou o nosso capitão?— um troll segurando um porrete tão grande quanto ele, me me pegando pelo capuz da capa.
— Com certeza, ela tem a mesma aparência que ele contou. Vamos leva-la, ele vai adorar o presente — um outro troll com um corte fundo sobre o olho.
— Não mesmo, eu não vou ser escravizada por ninguém — me debato e me lembro que ele está segurando apenas o capuz. Retiro os braços dele e caio de bunda no chão. Tateando por algo atrás de mim para bater neles.
— Olha que fofinho, ela quer lutar conosco — o troll do porrrete.
— Então vamos brincar com ela Oscar, o que achas?
— Gostei da ideia, mas acho que o capitão não iria gostar, sabe como ele gosta de suas escravas inteiras.
— É mesmo. Então vem cá docinho, vem com o tio Omar. Vamos dar um passeio bem legal — o troll que se chamava Omar deu um passo na minha direção e esticou sua enorme mão na minha direção.
Encontrei um galho e enfiei embaixo da unha dele que o fez soltar um urro de dor e recuar.
— Isso que dá não saber pegar essas coisinhas titio Omar — zombou o Oscar que deu um pulo para atrás de mim e num movimento rápido me agarrou com a mão o corpo todo, trancando os meus braços. — Prontinho, agora essa coisinha não vai mais nos causar problemas.
—Pirralha, Isso vai doer por muito tempo. Deixa eu arrancar alguns fios de cabelo dela Oscar, vai deixa?— Omar esticando a mão na minha direção.
— Não, o capitão sabe como ela estava quando a viu, então não vai ser legal voltar e ela estar meio careca.
— Aff. Pirralha, depois que o capitão se cansar de você vou me vingar do que fez comigo — Omar chupando o dedo que eu havia machucado.
— Até lá encontro outro jeito para machucar novamente você.
— Ora sua…— sua mão veio em direção da minha cabeça e senti um peteleco que me fez apagar.
Continua no próximo livro que será publicado depois que esse terminar. Se não quiser esperar, volte no tempo escolhendo outra opção e tente outras escolhas.