Sair da barraca
Sair da barraca
Decido arriscar, se ficasse mais tempo dentro daquela barraca passaria mal, porque poderia ficar calor e estava com fome e sede. Alguns gritos não teria problema. Saio para a rua e começo a guardar as coisas, desmontar o meu pequeno acampamento e então começo a escutar as duas a gritarem comigo, dizendo que chamariam os guardas, que aquele local era dono de um tal de Vermino, que se soubesse que eu estive ali arrancaria a minha cabeça. Elas continuam a gritar ofensas uma atrás da outra. Contudo, precisava sair dali logo, se o tal do Vermino fizesse o que estavam dizendo não queria estar ali para o deixar colocar em prática.
Saio do terreno baldio pulando a cerca. Arrumou a bolsa melhor em volta de mim e penso no meu próximo passo. Ainda tinha duas carnes de animais guardadas na bolsa, três peles e algumas frutas, entretanto o cantil estava quase no fim, precisava de água, porque depois que pegasse a espada precisaria partir em direção das montanhas geladas e ter que atravessar a floresta escura novamente. Respiro fundo e massageou uma sobrancelha.
— Você esta presa! — escutei alguém gritar atrás de mim.
Quando olhei para trás havia três guardas em cima de seus cavalos, não teria nem como sair correndo, porque cavalos sempre eram mais rápidos que simples humanos. Ergui as mãos me rendendo.
— O que fiz de errado, poderia saber?
— Invasão de propriedade privada, ameaça de colocar fogo em residências e incomodar a vizinhança alheia com gritos.
Ficou sem acreditar em tudo aquilo, porque aquelas malucas haviam triplicado tudo o que havia feito de errado, só a invasão que estavam certos. Um deles desse do cavalo, amarra meus pulsos com uma corda, depois amarra a outra ponta na cela do cavalo, monta no cavalo e começam a caminhar em direção da prisão. Acabam atendendo outros chamados, capturando outras pessoas e vejo um deles até batendo num homem que se recusou a ser preso, ele acabou levando diversos chutes, até ceder a voz de prisão.
Depois de algum tempo caminhando embaixo do sol. Estava com muita cede, queria pedir um pouco de água, contudo outro prisioneiro havia feito o pedido e foi totalmente ignorado. Então precisa descobrir outra forma de conseguir beber água.
Eles vão soltando um por um e fazendo tipo de uma entrevista para saber onde moravam, de onde vinham, o nome e sobrenome.
Fico apreenssiva precisava pensar em algo rápido para conseguir a minha soltura. Não queria passar a vida inteira presa por algo que nem havia feito. Quer dizer, apenas invadi um terreno que não era meu, só isso.
Agora é sua vez . Escolha a decisão que a raposinha vai tomar.