Forja para Encontrar o Ferreiro
Forja para Encontrar o Ferreiro
Caminho até o meio da cidade onde havia o chafariz e fico olhando em volta pensando para onde iria. Então me lembro do meu mapa, talvez me ajudaria naquele momento como guia.
O retiro da bolsa e o abro e como suspeitava ele demarca todos os pontos da cidade. Agora não era mais uma estrangeira perdida por ali, agora sabia onde cada coisa estava e sabia para onde iria.
Procuro pelo mapa uma forja e a encontro. Estava numa rua paralela da onde eu estava. Caminho até lá e paro na frente. Havia metais caídos para todos os lados. Um ar quente saindo lá de dentro, uma bigorna com algum ser batendo com força nela. Depois perto de uma fornalha um enorme ser retirava algo lá de dentro incandescente e sem usar nenhuma luva segurava naquele ferro que devia estar milhares de graus.
— Bom dia — chamei por atenção e apenas o grandalhão olhou para mim e estava usando um tapa olho e foi que percebi que era um troll. Por conta da fumaça, a roupa que estava usando não percebi que ser ele era. Dei um passo para trás com o susto.
— O que deseja, moça? — perguntou olhando para mim com aquele olho estranho, contudo não estava olhando para mim, mas para algo que estava ao meu lado e não entendi. Será que além de caolho era vesgo? Que infortúnio para o coitado.
— Estou procurando por um ciclope, ele trabalha por aqui? Eu precisava mostrar algo para ele e…
— Ciclope? — cuspiu no chão. — Eu sou um troll, trabalhei por muito tempo nas minas e trabalhava direto para o principe até causar um probleminha e ter que vir para cá. Então o que um ciclope idiota faz, eu faço muito melhor. O que seria?
— Eu precisaria que fizesse algo quando mostrar isso — informei puxando de dentro da bolsa o cajado e mostrando para ele.
— Incrível, nem sempre se vê uma desses por aí — deu um passo em minha direção com os olhos ainda grudados em alto do meu lado.
— Essa? Mas é um cajado, não seria esse?
— Claro que não. Essa aqui — esticou a mão na direção da minha bolsa e puxou e acabou me levantando do chão junto porque ela estava bem amarrada a mim. — Com certeza se levar para o principe ele me perdoará por aquele pequeno deslize e poderei ser aceito em casa.
— Olha aqui seu monstro idiota, essa bolsa é minha e não vou dar para ninguém. Só vai conseguir por cima do meu cadáver — puxei o canivete que estava no bolso da minha calça e cortei a sua mão que segurava a bolsa.
— Moça, eu sou um troll do bem, nunca a mataria por causa de algo e isso doeu.
— Então me solte de uma vez.
— Mas conheço outros que faria isso tranquilamente — informou e pegou pelo meu pé com a outra mão. Abriu a bolsa com a sua outra mão e quando vi estava sendo enfiada dentro da bolsa. — Não se preocupe, não vai morrer ai dentro, porque tem muito espaço e ar. — fechou a bolsa me deixando no escuro.
Fechei os meus olhos e tentei ficar calma, porque sabia qual seria o meu fim quando saisse dali de dentro.
FIM
Caso queira mudar o final dessa história, pode voltar no tempo. Escolha outra decisão e tente mudar suas escolhas. A aventura lhe espera!