Segunda Transformação
Segunda Transformação
Quando abro os olhos sinto algo bater em mim, giro o pescoço para um lado e vejo asas. Olho para baixo e vejo patas de águia, aquilo me incomoda e sinto algo mexer atrás de mim e vejo um rabo de cavalo sacudindo.
— O que sou?
— Um lindo hipogrifo.
— Sabe reverter esse feitiço? Preciso ir atrás daquele coisa de metamorfo e pegar de volta as minhas coisas, tenho uma missão para terminar.
— Sei disso, mas que tal um acordo? Metamorfos são muito espertos e você bem, não é lá essas coisas. Precisa de uma ajuda para o capturar para reaver seus pertences.
— Nossa, obrigada pela parte que me toca. Mas por que achas que eu faria um acordo com você?
— Porque sem mim vai continuar em sua forma de hipogrifo e vai ser vendida para a fazenda Arco-Íris, onde se tem um rebanho deles por lá. Vai ter uma estádia maravilhosa por lá.
— Agora pegou pesado, o que preciso fazer nesse acordo e o que vai fazer por mim nesse acordo?
— Sabe aquelas harpias feiosas que sempre estão voando sobre a escola de bruxos, me conseguindo duas delas e vivas, lhe consigo reverter esse feitiço e ainda um feitiço de proteção para que ele não consiga mais te transformar em outro bicho — pulou sobre uma mesa e sentou na borda dela. — Mas bem que poderia voltar ao normal se soubesse quem é de verdade — resmungou baixinho, mas não dei bola novamente, porque aquele gnomo- anão não batia bem da cabeça.
— Hum, interessante. Eu poderia saber o que vai fazer com as harpias?
— Adestrar ora, assim quem entrar na loja vai ser atacada por ela.
— Ela, o que vai acontecer com a outra?
— Vai virar meu jantar, não tem ideia como carne de harpia é gostosa quando bem assada.
— Como é que é? Não, não mesmo, não vou caçar um animal para ser comida por outro e elas são belas não podem virar… — disse batendo as asas e as patas.
— Calma ai criança. A minha loja não comporta o seu tamanho.
— Mas eu posso fazer uma ave virar… — recolho as minhas asas e tento me acalmar.
— Bem melhor assim. Eu estava apenas fazendo um teste com você, para ver o quanto obedeceria uma ordem para conseguir algo que precisa e agora vejo que tem limites e honra.
Respirei fundo com aquela informação.
— Então o que vai fazer com as duas?
— Ora, sou velho, ter duas harpias domesticadas é muito melhor para minha proteção. Então o que me diz? Vai fazer a missão?
Agora é a sua vez . Escolha a decisão que a raposinha vai tomar.