Atirar gorro com flecha
Atirar gorro com flecha
Olho para trás e o gnomo cada vez mais ficando grande. Não sei quanto eles podiam crescer quando ficavam bravos, contudo não queria ficar por perto para assistir. Olho para Leon na minha frente correndo pelos becos fugindo da criatura que vinha a passos rápidos atrás de nós. Eu precisava pensar em algo. Não queria que meu irmão tivesse problemas mesmo com os sentimentos que estava gerando dentro de mim, cada vez que pensava nele como irmão mais o sentimento ficava estranho e outro se infiltrava no lugar.
— Leon, pare. Não podemos ficar correndo de algo que eu causei. Tenho que parar e resolver o problema — disse parando de correr e coloquei a mão por reflexo no fio do meu arco.
— Como? Não mesmo. Olha o tamanho daquela coisa Emme. Não posso deixar que faça isso. Temos que pensar em outro plano. Eu posso usar os meus poderes e assim fazer algo contra ele — Leon veio até mim e colocou uma mão na lateral do meu rosto. Pensei em recuar com aquele carinho, mas estava algo mudando dentro de mim.
— Não, Leon. Você ainda não é formado, pode lhe causar problemas. Eu causei aquele problema. Eu tenho que resolver. Eu já abati um troll um dias desses sozinha. Acho que dou conta de um gnomo raivoso — sorrio e olho em direção para o barulho que vinha do gnomo que estava destruindo a cidade.
— Como? Um troll? Emme! — falou meu nome com carinho e quando percebi estava me beijando novamente.
O afastei, não porque queria, mas porque os passos da criatura estava mais perto de nós. Sem pensar, puxei meu arco e o segurei firme. Puxei uma flecha da minha bolsa e fiquei em posição. Peguei o gorro e finquei na flecha. Se precisava devolver aquela coisa para ele faria de um jeito que ele veria o gorro, nem que tivesse que sentir dor para isso.
O chão treme com a aproximação do gnomo gigante. Respiro fundo. Tranco a respiração e quando ele aparece na mira solto a flecha, contudo a besta idiota se mexe e a flecha ao invés de lhe acertar no peito, atinge seu olho, porque a criatura resolveu escorregar em alguma coisa do chão.
Quando a flecha o acerta no olho urra de dor. Tenta tira-la a todo custo. Contudo, ela não sai. Ele dá um passo para frente e bate a cabeça contra a parede de uma casa ficando a flecha mais fundo dentro de seu olho.
Abre os braços para cima e cai para trás desmoronando uma casa.
Chego perto com passos com cuidado. O chuto e nenhum movimento. Subo em cima dele e chego perto de sua cabeça. Verifico se ainda está respirando e nada, nenhum sinal de vida. Dou alguns passos para trás sem acreditar no que havia acontecido.
— Hei, pelas ordens e lei do Lorde Kael Vargan você está presa porque matou um gnomo sem motivo algum — um guarda apareceu na rua e apontou a espada para mim.
Olhei para Leon e ele estava com uma cara estranha, como se estivesse pensando no que fazer.
— Leon, por que não faz aquela coisa de portal?
— É arriscado para mim, você precisa entender, eu não tinha gostado da ideia da flecha desde o início.
— Claro, você nem me impediu para atira-la.
— Porque quando vi já estava atirando a flecha e não deu tempo de impedi-la e agora… — baixou a cabeça olhando para o lado e limpou algo nos olhos com a manga.
— Agora o que Leon?
— Moça, a senhorita está presa — guarda entrando no beco.
— Mas ela vai ser julgada? Vai ter uma fiança, não é? — Leon caminhando até estavamos.
— Sim, o julgamento foi execução por enforcamento, pois matar um gnomo é algo hediondo.
Olhei para Leon sem acreditar naquela sentença. Queria tanto ter pensado melhor quando executei o meu plano.
FIM
Caso queira mudar o final dessa história, pode voltar no tempo. Escolha outra decisão e tente mudar suas escolhas. A aventura lhe espera!