Contar a verdade esperando que seu irmão acredite Pela estrada à fora · Capítulo 89 de 119
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Contar a verdade esperando que seu irmão acredite

Contar a verdade esperando que seu irmão acredite

Olhei para ele com o olhar sério e recuei. Não iria embora. Nem pensar. Havia passado por muita coisa até o momento para desistir assim tão fácil por um irmão idiota que nunca entendeu o meu lado.

— Não vou, tenho coisas para terminar por aqui — digo cruzando os braços.

— Fala sério Emme, o que teria de tão importante por aqui para querer ficar?

— Estou numa missão muito importante.

— Missão? Sério isso, o que seria agora? Caçar algum esquilo perdido no meio da cidade ou quem sabe um coelho que fugiu de seus donos que precisa de sua ajuda de caçadora ? — Leon zombando de mim e controlando a vontade de rir.

— Não, eu apenas vou atrás do monstro Ghuneiar — dou de ombros, sem acreditar muito em minhas palavras, contudo, precisava tentar, porque no final me tornaria uma heroína.

— Como é que é? — Leon arregalou os olhos e piscou algumas vezes. — Ficou maluca ou tomou alguma poção que a deixou dessa maneira? Acho que me lembro de um feitiço para retirar esse tipo de coisa — caminhou de um lado para o outro. — Quais eram as palavras mesmo?

— Leon, não fui enfeitiçada e nem estou louca. Eu fiz uma decisão por vontade propria mesmo. Não é muito complicado, só tenho que passar por alguns lugares antes de enfrentar o monstro porque precisa estar preparada.

— Lugares Emme? Como assim explica melhor essa loucura — Leon exasperado. Nunca o tinha visto daquela maneira, estava agindo muito estranho comigo, porque sempre foi distante e nunca se dava o trabalho de se importar com as coisas que eu fazia.

— Deixa eu me lembrar o caminho da missão — olho para o céu para tentar me lembrar de tudo o que precisa fazer antes de chegar até o monstro. — A é, tenho que pegar uma espada no ferreiro, depois pegar ferro élfico, levar para ser forjada pelo ferreiro em uma armadura, trabalhar para anões para conseguir comprar um feitiço com uma bruxa do mar que vai enfeitiçar a armadura e depois ir lutar contra o monstro. Viu, facinho.

— Elfos, anões e bruxas? Não sei qual desses três é o pior. Além claro, a cereja do bolo, o monstro de Ghuneiar. De onde tirou essa missão, sua maluca?

— De um velho estranho que encontrei na floresta, ele foi bem legal comigo, até me deu umas moedas para conseguir comprar mantimentos e tudo mais — sorrio, tentando esquecer que confiei num metamorfo que levou todas as minhas coisas e por obra do destino consegui encontrar amizade com um gnomo-anão que me deu algumas moedas para estar onde estava.

— Só você mesmo para acreditar em pessoas assim. Por que acha que vai conseguir isso tudo seguindo instruções de um velho maluco e o que vai ganhar com isso Emme além da própria morte?

— Vou me tornar uma heroína e fazer algo interessante além de ficar dentro de casa só recebendo ordens de nossa mãe.

— Ela não é sua mãe — resmungou baixo e era a segunda pessoa que dizia que minha mãe não era minha mãe. Tudo bem que tudo o que ela fazia comigo era de uma certa forma maldade, mas como eu poderia saber se estava certo ou errado se tinha apenas ela como exemplo. — Beleza então vou junto contigo, pode ser? A mamãe que me espere, porque não vai desistir dessa maluquice, não é?

— Não mesmo e tenho que ir buscar a minha espada no ferreiro ainda.

— Certo, então posso ir junto?

— Claro, pode ajudar com esses teus feitiços estranhos no caminho até o monstro — sorrio passando por ele indo em direção do estábulo encontrar com a ferreira.

— Espera

Agora é a sua vez . Escolha a decisão que a raposinha vai tomar.

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