Cor amarela Pela estrada à fora · Capítulo 48 de 119
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Cor amarela

Cor Amarela

— Bem, se eu me lembro bem a cor do pó era amarela.

— Maravilha. Consegue ficar algum tempo aqui atrás destas árvores sem fazer nada enquanto vou lá na biblioteca pesquisar sobre esse pó amarelo?

— Fazer o quê né, não tenho outra coisa para fazer há não ser esperar mesmo — digo indo para trás de uma árvore e me deito para ficar a espera dele.

Algum tempo depois ele volta com um livro na mão e fazendo movimentos estranhos com a varinha que estava na outra mão. Senti um calafrio, de um receio que algo poderia dar errado. Balancei a cabeça afastando aquele pensamento para longe. Confiava no meu irmão que tudo daria certo. Ele já estudava algum tempo, não é? Então daria tudo certo.

Então me lembro do tempo que ele está tendo aula e dou um salto do chão batendo as asas e empinando.

— Ele é novato. Eu não estou há tanto tempo na missão idiota do velhote. Isso vai dar muito errado.

— Calma Emme. O que foi?

— Você é novato na escola, então não sabe usar corretamente a varinha, pode fazer o feitiço errado e eu virar algo pior do que já sou.

— Não mesmo. Qual é Emme, eu estudo em casa, quase todos os meus feitiços davam certo. Foi rara as vezes que um deu errado. Então bora voltar a forma humana?

— Hum, espero que essa seja uma das vezes que vai dar certo o feitiço.

— Confia no seu irmão — Leon apontando a varinha para mim.

— Espera, só me explica umas coisas antes. Já fez a prova para entrar na escola?

— Sim, por isso que consegui acessar a biblioteca, depois que terminamos a prova quem passa já é admitido no mesmo instante e tendo que morar na escola. Mais alguma coisa?

— Não, seria apenas isso — fecho os meus olhos esperando o pior, queria confiar no meu irmão, mas o calafrio que senti voltara com força.

Então sinto meu corpo modificar, encolher, esticar, doer. Então tudo parou. Abro os olhos e estava em minha forma humana.

— Nossa, muito obrigada Leon. Agora consegue criar um portal para eu voltar para casa?

— Não está pedindo demais, não?

— Qual é irmaozinho querido do meu coração? É meu ultimo pedido, prometo que não te peço mais nada.

— Sorte sua, que portal eu aprendi a fazer enquanto estudava para entrar para a escola — Leon mexeu a varinha e um portal apareceu na minha frente. — Mas tem que certeza que quer voltar para casa? Poderia ficar em Helira, vivendo por aqui.

— Não obrigada, prefiro voltar mesmo. Até mais irmãozinho — disse atravessando o portal e segundos depois estava na frente de casa e minha mãe que sabia que não era a minha mãe, mas foi a pessoa que me cuidou estava lá colhendo alguma coisa da horta.

Ela olhou para trás e enrugou a testa.

— O que está fazendo ai parada garota? Tem uma pilha de louça para lavar e de roupa para estender. Anda logo! — gritou para mim.

Sorri com aquela sua ordem, era muito bom estar de volta em casa e esquecer tudo aquilo que passei.

FIM

Caso queira mudar o final dessa história, pode voltar no tempo. Escolha outra decisão e tente mudar suas escolhas. A aventura lhe espera!

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