Voltar ao presente
Voltar ao presente
Penso em tudo o que vi até aquele momento e era o suficiente para acreditar no que havia me dito. Agora só faltava ele conseguir me conquistar como havia dito. Amei tudo o que vi, mesmo não podendo interagir com ninguém, mas sempre é legal ver o passado e ver como eram as coisas antes de quando não havíamos nascido.
— Acho que podemos voltar, acho que me convenceu com tudo isso. Agora sei que tudo o que me falou era verdade, uma verdade cruel, mas verdade.
— Que bom, então partiu casa — sorriu e antes que eu protestasse. Recitou as palavras e fomos sugados pelo vórtice. Surgimos no mesmo local que estavamos parados.
— Como assim casa Leon? Você disse que me amava, que não me levaria para casa e agora isso?
— Hein? Não entendi — coçou a cabeça com um olhar perdido.
— Tu disse partiu casa e…
— Sim, para o nosso presente. O que falei não volto atrás e por que voltaria? Sabe muito bem o que te aconteceria se te levasse para casa, meu amor — puxou minha mão até seus lábios e deu um beijo delicado.
— Então não me assuste mais assim.
— Tudo bem, posso recompensar esse susto lhe pagando um almoço?
— Claro, mas tem uma taverna que não seria muito bom entrar.
— Está falando da taverna da bruxa do mar? Estou sabendo, já passei por lá um tempo, ainda bem que consegui ficar sóbrio por um tempo e voltar no tempo.
— Caramba, por quanto tempo ficou fazendo essas coisas de voltar no tempo?
— Sabe que me perdi no tempo, por alguma razão não envelheci nada. Vá entender.
Saímos caminhando e ele nos levou até um estabelecimento que servia todo tipo de comida. Ele pagou um prato para cada um e começamos a comer. De vez ou outra o via me olhando ou seu pé encostava na minha canela e eu franzia a sobrancelha para ele.
— Que foi? Estou tentando.
— Acho que devia diminuir a quantidade de tentativas durante a refeição, beleza?
— Tudo bem, vou tentar — soltou uma risada e eu apenas balancei a cabeça.
A porta da taverna abriu e depois fechou. Senti a perna de Leon encostar na minha, olhei para ele e sorria. Acabei sorrindo de volta e balancei a cabeça em negativa. Com certeza ele continuaria tentando. Só não sabia se aquilo era forçassão de barra da parte dele? Ou apenas reagindo ao que havia dito que o deixaria me conquistar?
A cadeira a nossa frente é puxada para trás e dois elfos sentam ali. Acho estranho, porque o normal seria eles sentarem em outra mesa e não ali comigo e o Leon. Contudo não eram elfos comuns, eram elfos guardas, a coisa por si piorava bem mais. Não dava pra questiona-los ou ser rude, porque simplesmente podiam nos matar ali mesmo e ninguém faria nada.
— Desculpa senhores, precisam de algo ou querem apenas dividir a mesa conosco? — Leon respondeu com uma tranquilidade que nem acreditei.
— Não queremos nada de você, mas sim ela. O principe de Eldamar a convoca para ir ao castelo dele e ser sua esposa — guarda informou com os olhos cravados em mim.
— Como é que é? Ficou maluco? Bateu a cabeça, por que raios eu iria de boa vontade para ser esposa do principe? Nem sabia que ele havia me escolhido como noiva.
— Ele é o principe, pode fazer o que bem quiser. Ele ficou interessado em você.
— Como, quando, eu não o vi em nenhum momento? — perguntei olhando em volta procurando o tal principe elfo.
— Ele vai ficar interessado, são nossas ordens. Agora vamos sem mais reclamações — Elfo ficando de pé e o outro também.
— Se eu não quiser ir junto, o que faram?
— Vai mesmo assim.
Olho para o lado e Leon parecia uma estátua não mexia um musculo se quer.
— Por que não faz algo contra isso? É um bruxo, vai mesmo me deixar ser levada por eles?
— Não tenho ideia o que eu possa fazer para nos livrar deles.
Agora é a sua vez . Escolha a decisão que a raposinha vai tomar.