Primeira Transformação Pela estrada à fora · Capítulo 39 de 119
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Primeira Transformação

Primeira Transformação

Quando abro os olhos novamente estou muito mais alta do que devia. Amuado está em cima de uma mesa com um olhar estranho.

— O que foi senhor Amuado? — escutei a minha voz grossa.

— Tenha calma minha criança, esse feitiço não é difícil de desfazer, contudo se perder o controle vai ser um grande problema para nós — Amuado com a voz calma, pulou para uma outra mesa e depois pulou para uma estante como se estivesse procurando algo.

— Como assim perder o controle? O que me transformei agora? — olhei para minhas mãos e elas estavam verdes, grandes e tendo apenas quatro dedos, olhei para o restante do meu corpo e levei um susto, porque estava com um vestido estranho, pés gigantes e totalmente verde.

Me agachei e me olhei num reflexo que tinha numa porta de uma estante e levei um susto maior ainda. Dei um passo para trás derrubando uma mesa, busquei equilíbrio me apoiando em algo e foi numa estante, que não aguentou o peso e quebrou como se fosse um castelo de cartas.

— Por favor moça, se acalme, se não vai destruir toda a loja.

— Estou tentando senhor Amuado, mas cada movimento que faço esbarro em algo.

— Então, por que não tenta ficar paradinha? Estou quase encontrando o feitiço. Daqui a pouco vai voltar a ser aquela moça pequena e delicada, não essa coisa destruidora de loja, gigante e desengonçada.

De alguma forma aquelas palavras me irritaram e uma raiva se apossou de meu corpo e quando percebi estava destruindo tudo o que via pela frente. Senti algumas rajadas de fogo na minha bunda e gritei de dor. Olhei para trás e era o Amuado atirando contra mim.

— Eu pedi para ficar calma e não sair destruindo tudo.

— Você me chamou de monstro. Eu não sou um monstro! — atirei uma mesa na direção dele e continuei destruindo outras estantes. — Ele não devia ter feito isso comigo, eu confiei nele, eu achei que estava do meu lado.

— Metamorfos são assim, minha criança não dá para confiar, nunca. Agora, por favor, se acalme, foi sem querer. Respire fundo, porque se não parar de destruir as coisas…

— O que de pior pode acontecer comigo, senhor Amuado? Olha o estado que estou.

— Fique parada troll! — uma voz estranha vindo da porta.

Olhei para trás e encontrei diversos bruxos apontando as varinhas para mim.

— Se eu não parar o que vai me acontecer?

— Isso — todos atiraram um raio na minha direção. Fechei os olhos para não ficar cega com aquela claridade e quando os abri novamente estava na floresta na frente de uma casa estranha.

— Onde estou?

— Ola, que formosura hein. É nova por aqui, monstrinha? — um troll de cabelo laranja como se tivesse visto a coisa mais linda na frente dele e agora estava soltando uma cantada. Mas ali só tinha eu, uma troll, horrivel e… Ele estava interessado em mim. Ai que nojo. Mas eu estava apenas enfeitiçada, só precisava de um livro e um bruxo para me ajudar a quebrá-lo. Será que eu teria que deixar ser encantada por aquela coisa repulsiva? Urg, tremi da cabeça aos pés. — Uuu, monstrinha muda, essas são as mais raras. Então aceita tomar uma caneca grande de chopp comigo, sua beldade?

Pisquei sem saber o que responder para ele. Nunca havia bebido nada alcoolico. Bom também nunca fui uma monstra. Eu precisa mesmo resolver o meu problema e voltar para a minha missão.

— Tudo bem moço, aceito seu convite, mas se você se passar leva um soco.

— Moço? Arg que nojo, eu sou troll e dos melhores, minha familia são de trolls. Mas se você me bater vou gamar, estou avisando.

FIM

Continua no próximo livro que será publicado depois que esse terminar. Se não quiser esperar, volte no tempo escolhendo outra opção e tente outras escolhas.

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