Fugir de todo mundo
Fugir de todo mundo
Levo um susto com os flashes e dou um passo para trás. Eu tinha uma missão e se ficasse ali para ajudar o meu… o Leon não daria certo. Precisava ir atrás da próxima parte da missão. Ele falou que depois me encontraria, então não precisava me preocupar com nada. Tudo ficaria bem.
Entro numa próxima rua e abro a minha bolsa procurando alguma fruta bem suculenta para comer. Quando termino de comer duas frutas caminho direto para o estábulo e novamente diversas pessoas ficam me cuidando, outros ficam até rindo enquanto estão cuidando de seus cavalos.
Entro no local de forja e encontro a ciclope trabalhando com alguma coisa na fornalha.
— Bom dia. tudo bem?
— Olá mocinha, bem na hora. Faz pouco tempo que terminei de fazer sua espada — informou puxando uma espada de trás de um balcão e colocando em cima dele.
Ela era linda. Com desenhos espalhados pela lâmina que terminavam no cabo que parecia que se enrolavam por ali.
— Nossa, que linda. Muito obrigada.
— Eu que agraço pelo privilégio de forja-la. Só tome cuidado por ai, porque uma arma como esta vai ser visada pelos outros.
— Claro, vou tomar cuidado — pego a espada e tento colocar dentro da bolsa, contudo a bolsa por algum motivo não deixa eu guarda-la lá dentro. — Não entendi isso. Já guardei tantas coisas aqui dentro que eram grandes, por que a espada não está entrando?
— Porque ela é mágica e às vezes itens mágicos não se dão muito bem com outros itens mágicos — deu de ombros a ciclope e vou a trabalhar na fornalha. — Desculpe por não poder mais conversar, mas tenho outros serviços para terminar.
— Tudo bem. Dou um jeito nela — enfiei ela no cinto da calça e tapei com a capa que estava usando.
Sai da forja e depois sai do estábulo, dobrei numa rua e senti algo me derrubar no chão. Olhei para trás e encontrei dois homens sorrindo.
— Olha só, sabia que ela pegaria algo interessante da ciclope — sorriu o de cabelo branco e apontou para mim.
Foi que percebi que a ponta da espada estava aparecendo de baixo do manto. Levantei num pulo e a puxei para lutar contra eles.
— Olha, ela acha que vai conseguir lutar. Somos cavalheiros, treinamos há anos com espadas, não sabe nem como segurar essa espada — o homem de cabelo preto puxando sua espada e apontando para mim.
— O que querem de mim se já tem as suas? — perguntei segurando firme na espada e apontando para eles.
— Apenas um saqueamento simples. Precisamos manter bem alimentados nossos cavalos — o homem de cabelo branco avançou com a sua espada.
Ele sacudiu a sua espada em minha direção e consegui me defender por algum tempo, contudo o outro entrou junto na luta, antes que desse problema soltei a espada no chão e recuei.
— Viu, muito mais fácil, agora pode passar essa bolsa também. Ela parece ter algo interessante aí dentro.
Apenas fiz o que ele pediu. Retirei a bolsa e atirei aos seus pés e recuei. Quando eles a juntaram do chão. Aproveitei o momento e fugi para longe deles. Corri até a entrada da cidade. Respirei fundo e olhei em volta, não havia mais nada para mim por ali. Não tinha dinheiro, nem ferramentas para caça, estava pior do que comecei aquela aventura.
Olhei na direção do caminho de terra e sabia que se seguisse por ali em poucos minutos chegaria em casa. Antes que outro pensamento passasse pela minha cabeça, tratei de caminhar em direção de casa.
FIM
Caso queira mudar o final dessa história, pode voltar no tempo. Escolha outra decisão e tente mudar suas escolhas. A aventura lhe espera!