Ir para o Terreno Baldio
Ir para o Terreno Baldio
Vou até um beco vazio e não encontro ninguém por ali. Pego o mapa e ativo a parte dos alertas. Fico algum tempo observando o movimento de todos os seres pelo mapa e verificando que tipo de ser era cada um e levo um susto quando encontro elfos e uma bruxa do mar dentro de uma taverna, com certeza aquele local havia algo estranho lá dentro. Bruxas e elfos eram inimigos mortais, ficarem dentro de um mesmo local e não estar rolando nenhuma briga era a coisa mais estranha.
Escuto meu estômago roncar e bufo. O peixe não foi o suficiente para durar o dia todo. Olho para a floresta e me lembro das míseras moedas que havia sobrado. Não davam para comprar nada descente. Teria que arriscar na floresta. Procuro pelo mapa algo que desse para comer e me alimentar até o outro dia e com certeza guardaria para os próximos dias da missão. Enrolo o mapa quando avisto alguns animais pequenos na floresta, aquilo bastaria para aquele dia. Vou até lá, faço armadilhas, os capturo, encontro algumas árvores frutíferas e colho algumas e guardo tudo na bolsa, colho diversos gravetos e folhas grandes e guardo na bolsa também. Volto para a cidade e passeio pela cidade até encontrar um terreno baldio com fundo de casas em volta.
Pulo a cerca. Ali seria um local perfeito para passar a noite. Puxo a barraca e a armo. Depois sento na porta dela e começo a carneação. Coloco as peles em cima da barraca. Preparo a carne. Monto a fogueira com os gravetos, espeto a carne nos espetos e coloco perto dela para assar. Pego o cantil e verifico quanto que tenho de água, não aguentaria até o outro dia. Olho em volta e uma das casas estava totalmente fechada. Ergo a sobrancelha pensando na ideia. Arriscaria.
Pulei a cerca da casa e procurei por uma torneira, quando a encontrei enchi o cantil e pulei de volta a cerca.
Quando a carne ficou pronta, comi tranquilamente sabendo que não haveria nenhum ataque, mas por precaução abri o mapa e fiquei olhando o movimento dos seres ali em volta. Nada de estranho e nem teriam como me encontrar ali por conta das luzes da cidade, os lampiões acesos pelas ruas e dentro das casas a minha pequena fogueira passaria despercebida, ainda havia o mato alto em volta da minha barraca, então mais um ponto para mim, poderia passar algum tempo naquele espaço que não perceberiam a minha presença.
A noite chegou. Guardei tudo dentro da bolsa. A carne que restou enrolei em folhas grandes que havia pego na floresta. Faço a mesma coisa com as peles que ficariam o dia secando na barraca. Tentaria as vender no outro dia para conseguir alguma grana numa casa de tecido. Apago a fogueira. Entro na barraca e me fecho lá dentro. Podendo enfim descansar em paz.
Pela manhã acordo com vozes gritando alguma coisa. Levo um susto e abro devagar a barraca. Alguém estava brigando com outra sobre algo que havia sido roubado. Abro a porta da barraca devagar espiando e procuro de o de vem a conversa pra ver se consigo fugir dali sem ninguém me ver porque estava invadindo o terreno de alguém mesmo que fosse baldio devia pertencer a alguém.
Encontro uma moça gritando de uma janela para uma moça numa janela numa casa do outro lado do terreno que parecia uma fada. Não queria incomodação por ali, queria passar despercebida o tempo que ficasse por ali.
— O que posso fazer?
Agora é sua vez . Escolha a decisão que a raposinha vai tomar.