Estábulo para encontrar o ferreiro
Estábulo para encontrar o ferreiro
Abro o mapa e ele brilha um monte por causa da quantidade de seres que brotam na tele e fica alertando sobre possíveis ameaças. O enrolo e olho em volta para ver se alguém havia percebido aquele alarde dele. Contudo ninguém deu bola. Então fui para um beco e o abri. Olhei em volta nas inscrições e encontrei como retirar o aviso de ameaças, entretanto não tinha como retirar apenas um, era todos ou nenhum. Reviro os olhos. Não podia ficar sem alerta no mapa, mas ficar com ele alertando e piscando daquela maneira não tinha como.
— Se for passageiro? Eu os retiro e depois os coloco? Tipo se eu deletar todos, depois só ir adicionando um por um de novo — penso por algum tempo e faço o que pensei. Retiro tudo e quando recoloco volta tudo junto. Bufo irritada. — Porcaria. Eu devia ter perguntado como retirar depois que colocasse — retiro novamente tudo. O mapa mostra todos os locais e com seus respectivos nomes. Havia dois para procurar pela tal de ciclope que o velho havia dito: uma forja e um estábulo.-- Vou olhar os cavalos, sempre perto deles tem uma taverna para … caramba estou sem grana — dou um tapa em minha testa. — Calma raposinha, primeiro vamos por partes, resolver o problema do cajado com a ciclope e depois ir atrás de comida… quer dizer comida eu posso caçar novamente e estadia… dormir dentro da barraca na floresta? — olhei para a floresta no fim da cidade e acabei sentindo um calafrio. — Respira garota, vamos por partes.
Enrolei o mapa e enfiei dentro da bolsa e fui na direção do estábulo que marcava no mapa. Entrei e passei por cavalos, cavaleiros, alguns olharam para mim, outros viraram a cabeça, como se eu não fosse nada. Caminhei mais um pouco até chegar no final do estábulo e ver um barulho de algo sendo batido e uma fumaça saindo pela porta. Havia encontrado o local. Fui até a porta e espiei para dentro. Tinha vindo até um lugar super distante tendo que confiar num velho maluco que encontrei na floresta que me disse que teria uma ciclope aqui que me ajudaria quando mostrasse aquele simples cajado. Respirei fundo e dei um passo a dentro.
— Os pedidos são deixados grudados na parede — informou o ser de costas se olhar para mim.
— Eu vim porque me deram isso aqui e ele me disse que se mostrasse me ajudaria — retirei o cajado da bolsa e mostrei.
O ser parou de trabalhar e olhou para trás e vi seu enorme olho no meio do rosto me encarando. Então ele olhou para o cajado e o enorme olho piscou diversas vezes e deu alguns passos na minha direção. Esticou sua enorme mão querendo pegar o cajado.
— Hei, vai me ajudar?
— Você foi mandada por ele, claro que vou. Ele me disse que alguém viria carregando um cajado assim e deveria fazer uma espada, mas não é qualquer espada é feita com um ferro especial que venho guardado aqui já algum tempo — falou animado e foi até um canto e começou a mexer com tudo aquilo.
— Moço, e eu faço o que agora?
— Que mania de vocês humanos acharem que todos os ciclopes são machos — rio o ciclope ainda mexendo nas coisas no fundo do lugar.
— Então é uma fêmea?
— Muito bem, acho que ele escolheu certa a pessoa para carregar essa espada. Achei — ergueu uns pedaços retorcidos estranhos e colocou sobre a bancada. — Então como quer a empunhadura? É destra ou canhota?
— Como? Olha eu não sei nada sobre essas coisas. Faça o que achar que ficara bem em mim.
— Beleza, agora gostei desse pedido, vai ficar muito bonita, pode ter certeza.
— Eu faço o que até ela ficar pronta? Quanto tempo vai durar?
— Até amanhã pela manhã vai estar pronta. Pode ficar pela cidade fazendo alguma coisa. Aproveite para passear. Hiruna é bem legal. Agora me dê licença, gosto de trabalhar sozinha.
Sai do local sem saber o que fazer só que precisava me cuidar. Naquela cidade estranha poderia ter sempre alguém a espreita para conseguir algo. Sem saber o que fazer pego o mapa e o abro verificando locais que poderiam ser mais tranquilos do que ficar na floresta, para ficar lá precisava de mais armamento e naquele momento não possuia. Havia escapado por pouco na outra noite. Então olho para um terreno baldio e uma taverna que ficava na outra rua.
— Agora pra onde vou? Taverna posso tentar barganhar serviço por estadia e comida ou no terreno baldio e me virar com as coisas que tenho?
Agora é sua vez . Escolha a decisão que a raposinha vai tomar.