Ajuda os viajantes Pela estrada à fora · Capítulo 96 de 119
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Ajuda os viajantes

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Leon olha para mim e me manda ficar sentada apenas usando a mão fazendo sinais e caminha devagar até a janela. A abre.

— Precisamos ajudar Leon. Essa região é perigosa, tem trolls para todos os lados. Podem estar precisando de uma carona, sei lá. A carruagem é espaçosa, podemos dar carona para eles.

— Não sei não, eles parecem bem estranhos Emme.

— Claro que sim. Cocheiro pode parar, vamos os ajudar — grito pro cocheiro.

— Tudo bem — cocheiro fez a carruagem parar.

Abri a porta e desci. Leon desceu atrás de mim. Havia quatro pessoas com capuzes segurando malas na beira da estrada. Daria para todos entrarem. Ficaríamos um pouco apertados, mas daria para todo mundo entrar e seguir com a viagem.

— Oi, tudo bem? Precisam de uma carona?

— Nossa, que bom que parou, faz algum tempo que estamos aqui e ninguém quis parar para nós. Queriamos apenas cruzar a floresta em segurança, mas ninguém quis ajudar — uma voz feminina, ela retirou o capuz e seu rosto era muito bonito, até parecia um pouco uma criança.

— Claro, estamos seguindo até o Estreito Alkonyati. Serve a distancia para vocês?

— Com certeza, me chamo Bela, ela se chama Elana, Eterna, Milana.

— Estranho — escuto Leon sussurrar do meu lado.

— Para com isso — brigo com ele. — São irmãs?

— Mais ou menos.

— Querem colocar suas malas no bagageiro, assim vai ficar mais tranquilo dentro da carruagem para todos nós.

— Claro, muito obrigada moça — Bela sorrindo e viu um brilho estranho em seus olhos.

— Não tem de quê.

Todo mundo entrou na carruagem e Leon ficou ao meu lado como de forma protetiva e encarava as moças de uma forma estranha. Continuamos a viagem. Depois de algum tempo viajando acabei pegando no sono caindo a cabeça no colo de Leon. Quando despertei senti a grama debaixo do meu corpo. Olho em volta e vejo que estava dormindo no colo de Leon que estava encostado numa árvore e estavamos na floresta.

Levanto do chão num salto sem acreditar naquilo. Procuro pela carruagem na minha volta e não a encontro. Não estava entendendo nada daquilo.

— Leon! — o chamo, mas ele não dá sinal que iria acordar e acabo gritando. — Leon!

— Ai ! — Leon acordando num susto e se espreguiçando. — Pra que gritar Emme?

— Cadê a carruagem? Cadê as moças? Olha estamos na floresta escura. Não podemos ficar aqui. Estamos muito perto de Nherial e pode aparecer um troll a qualquer momento.

— Acho que vou ter que arriscar numa coisa, talvez ignorem por conta das minhas notas no exame.

— O que pretende fazer?

— Abrir um portal para irmos direto para casa.

— Por que é ruim fazer isso?

— Porque tem a Inquisição Arcana que ficam verificando todos os uso de magias indevidos e quem não se formou é meio que proibido em fazer isso.

— Leon! — grito com ele. — Por que vai fazer isso? Ficou maluco.

— Não fiquei não, mas precisamos arriscar é melhor do que nada.

— Por que temos que ir para casa? Achei que não iria mais me entregar para a mamãe.

— Porque tenho outros planos quando chegar lá — Leon esticando as mãos para começar o feitiço.

— Espere e por que não cria mais moedas para comprarmos tudo o que perdemos?

— Porque uma vez foi tranquilo, agora duas vezes é muito arriscado. Teria que ter mais tempo entre as magias para as duas que forem criadas não colidirem e causar sérios problemas.

— Leon não estou entendendo nada.

— Quando chegarmos em casa vamos ter todo o tempo do mundo e assim te explico melhor. Mas primeiro temos que sair desse lugar perigoso — Leon recitando as palavras para criar o portal.

continua…

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