Ajuda os viajantes
Ajuda os viajantes
Leon olha para mim e me manda ficar sentada apenas usando a mão fazendo sinais e caminha devagar até a janela. A abre.
— Precisamos ajudar Leon. Essa região é perigosa, tem trolls para todos os lados. Podem estar precisando de uma carona, sei lá. A carruagem é espaçosa, podemos dar carona para eles.
— Não sei não, eles parecem bem estranhos Emme.
— Claro que sim. Cocheiro pode parar, vamos os ajudar — grito pro cocheiro.
— Tudo bem — cocheiro fez a carruagem parar.
Abri a porta e desci. Leon desceu atrás de mim. Havia quatro pessoas com capuzes segurando malas na beira da estrada. Daria para todos entrarem. Ficaríamos um pouco apertados, mas daria para todo mundo entrar e seguir com a viagem.
— Oi, tudo bem? Precisam de uma carona?
— Nossa, que bom que parou, faz algum tempo que estamos aqui e ninguém quis parar para nós. Queriamos apenas cruzar a floresta em segurança, mas ninguém quis ajudar — uma voz feminina, ela retirou o capuz e seu rosto era muito bonito, até parecia um pouco uma criança.
— Claro, estamos seguindo até o Estreito Alkonyati. Serve a distancia para vocês?
— Com certeza, me chamo Bela, ela se chama Elana, Eterna, Milana.
— Estranho — escuto Leon sussurrar do meu lado.
— Para com isso — brigo com ele. — São irmãs?
— Mais ou menos.
— Querem colocar suas malas no bagageiro, assim vai ficar mais tranquilo dentro da carruagem para todos nós.
— Claro, muito obrigada moça — Bela sorrindo e viu um brilho estranho em seus olhos.
— Não tem de quê.
Todo mundo entrou na carruagem e Leon ficou ao meu lado como de forma protetiva e encarava as moças de uma forma estranha. Continuamos a viagem. Depois de algum tempo viajando acabei pegando no sono caindo a cabeça no colo de Leon. Quando despertei senti a grama debaixo do meu corpo. Olho em volta e vejo que estava dormindo no colo de Leon que estava encostado numa árvore e estavamos na floresta.
Levanto do chão num salto sem acreditar naquilo. Procuro pela carruagem na minha volta e não a encontro. Não estava entendendo nada daquilo.
— Leon! — o chamo, mas ele não dá sinal que iria acordar e acabo gritando. — Leon!
— Ai ! — Leon acordando num susto e se espreguiçando. — Pra que gritar Emme?
— Cadê a carruagem? Cadê as moças? Olha estamos na floresta escura. Não podemos ficar aqui. Estamos muito perto de Nherial e pode aparecer um troll a qualquer momento.
— Acho que vou ter que arriscar numa coisa, talvez ignorem por conta das minhas notas no exame.
— O que pretende fazer?
— Abrir um portal para irmos direto para casa.
— Por que é ruim fazer isso?
— Porque tem a Inquisição Arcana que ficam verificando todos os uso de magias indevidos e quem não se formou é meio que proibido em fazer isso.
— Leon! — grito com ele. — Por que vai fazer isso? Ficou maluco.
— Não fiquei não, mas precisamos arriscar é melhor do que nada.
— Por que temos que ir para casa? Achei que não iria mais me entregar para a mamãe.
— Porque tenho outros planos quando chegar lá — Leon esticando as mãos para começar o feitiço.
— Espere e por que não cria mais moedas para comprarmos tudo o que perdemos?
— Porque uma vez foi tranquilo, agora duas vezes é muito arriscado. Teria que ter mais tempo entre as magias para as duas que forem criadas não colidirem e causar sérios problemas.
— Leon não estou entendendo nada.
— Quando chegarmos em casa vamos ter todo o tempo do mundo e assim te explico melhor. Mas primeiro temos que sair desse lugar perigoso — Leon recitando as palavras para criar o portal.
continua…