Cor Verde
Cor Verde
— Bem, se eu me lembro bem a cor do pó era verde.
— Interessante de cor para se escolher para uma transformação. Já volto. Fique por ai escondida, mas não chame atenção de nenhum outro aluno.
Leon saiu caminhando em direção do prédio grande e fiquei parada de baixo de uma arvore o aguardando, quando cansei de esperar deitei na grama e acabei dormindo.
— Ei!
Uma voz desconhecida me despertou, quando abri os olhos um aluno me encarava. Levantei a balancei a cabeça.
— Você não devia estar aqui. Me siga ser para eu te levar para o lugar que deve ficar — apontou a varinha na minha direção.
— Como é que é? Olha aqui, eu não sou um bicho, sou uma humana que foi transformada nisso. Pode abaixar essa coisa.
Ele arregalou os olhos e recuou, depois saiu correndo gritando.
— Tem um metamorfo solto na escola. Guardas, guardas, guardas! — gritou e se sumiu.
Leon apareceu correndo.
— O que você fez?
— Eu não fiz nada, só falei para ele que eu não era um bicho.
— Sua cabeça oca, metamorfos são proibidos de entrar na escola. Esse pó verde que você foi transformada foi complicado de encontrar o contra feitiço viu — Leon apontou a varinha em minha direção.
Então sinto meu corpo modificar, encolher, esticar, doer. Então tudo parou. Abro os olhos e vejo que Leon está gigante na minha frente.
— Leon, o que você fez? Eu era para estar como humana. O que você me transformou?
— Eitcha, acho que você se enganou no pó irmazinha, mas agora você está tão fofinha — ele esticou sua enorme mão e me pegou.
— Ei, me solte, eu quero ficar na minha forma humana. Em que você me transformou, seu idiota? — tentei o chutar, mas minhas pernas eram pequenas e vi que estavam peludas, depois olhei para as minhas mãos e estavam curtas também.
— Oh que coisa fofa braba desse jeito, que pena que não posso mais ouvir o que fala, mas não se preocupe vou cuidar muito bem de você. Ainda bem que eles deixam ter animais de estimação por aqui.
— Como assim não me entende? Eu estou falando com você seu idiota — tentei o morder, mas ele desviou a mão rápido.
— Calma maninha, se me morder não vou poder cuidar de você. Vamos lá para o meu quarto e vou ver se encontro uma gaiola para poder ficar mais confortável. Será que ainda come comida humana ou comida de hamster?
— Hamster? Eu virei um hamster! — bufo e sinto uma mão passar pelo meu pelo me fazendo carinho.
Agora teria que passar a vida como uma hamster, devia ter me lembrado melhor da cor daquele pó ridículo que aquele metamorfo ridículo atirou em mim.
FIM
Caso queira mudar o final dessa história, pode voltar no tempo. Escolha outra decisão e tente mudar suas escolhas. A aventura lhe espera!