Ir de carruagem
Ir de carruagem
Leon fica olhando em volta como se estivesse procurando por alguma coisa. Quando para seu olhar em um ponto especifico e solta um pequeno sorriso. Segui o caminho do seu olhar e o seu foco estava numa carruagem.
— Acho que ela vai servir para nós. Não deve ser muito caro a passagem até o Estreito Alkonyati.
— Espero mesmo, porque eu não tenho mais nada para gastar.
— Como queria seguir e terminar com a sua missão?
— Eu daria um jeito ora. Não é difícil de trocar serviço por dinheiro por aqui.
— Emmeline! — Leon parando na minha frente e me encarando com o olhar zangado.
— O que foi agora?
— Ainda bem que eu cheguei a tempo antes que você fizesse uma loucura…
— Como assim, do que está falando Leon?
Ele me olhou da cabeça aos pés e balançou a cabeça, apertou de leve com os dedos indicadores e dedão no meio dos olhos. Respirou fundo. Olhou para algo que estava atrás de mim.
— Estava me lembrando de uma coisa, lá em Eldamar é frio, muito frio, como vamos nos proteger por lá?
— Sabe que nem tinha me lembrando que lá era um frio congelante, por isso que apenas os elfos conseguem viver por lá — rio baixo.
Leon dá um tapa na testa e olha na direção da carruagem e depois da loja que devia estar atrás de mim. Olho para trás e vejo uma loja de roupas.
— Podemos ir ver o preço da viagem até o Estreito e com o que sobrar compramos roupas, que tal?
— Pode ser, vai pagar por nós dois?
— É o que me resta, não é? Não quero ver a minha… irmã mais nova passar frio — deu um leve tapinha na minha cabeça. Fico o olhando sem entender, porque ficou receoso em me chamar de irmã.
Bufo, devia ser por conta da mamãe que o fazia me odiar. Nunca entendi aquele seu ódio por mim, deve ter sido quando na época que devia receber a marca de bruxa nada apareceu atrás da minha nuca.
Ele caminha na direção das carruagens que estavam ali estacionadas e conversa com um homem por algum tempo.
Então o que será que Leon vai fazer para pagar pelo transporte?