Espiar pela janela sem fazer barulho
Espiar pela janela sem fazer barulho
— Prefiro ficarmos quietos Emme e espiar. Se for um animal pode conseguir nos escutar. Entende? — Leon sussurrando e indo devagar até a janela.
— Mas e se não for nada Leon? Pode ter sido apenas um acidente na estrada. Isso também pode acontecer — sussurrei, porque ainda havia o barulho estranho que escutei.
— Sim, mas e a questão do cocheiro? Não teria o porquê dele ter gritado daquela maneira e ainda tem o urro que não temos ideia se foi um animal ou um ser mágico — ele afastou devagar a cortina e ficou olhando por algum tempo para o lado de fora. Olhou para mim com os olhos arregalados e então sentimos o chão tremer, como se algo grande tivesse caido.
— O que foi? Fala logo.
— Eu havia esquecido do porque do nome do Estreito Alkonyati.
— É mesmo, então poderia informar?
— É que ele tem esse nome por conta do monstro que…
Contudo ele não teve tempo para explicar porque a parte de cima, ou de baixo da carruagem, porque estavamos no teto dela foi arrancada e uma enorme boca atacou e pegou Leon. Entretanto ele foi mais rápido e ao invés de ser abocanhado no corpo inteiro, o animal gigantesco pegou apenas sua capa e o puxou para fora.
— Leon! — grito apavorada. Precisava pensar rápido. Saio pela porta destruída e sinto algo bater na minha cintura enquanto fico com os olhos grudados num Leon que estava sendo sacudido por um boca. Tateio com uma mão e sinto a espada. Era isso. A usaria contra aquele monstro.
Quando presto atenção melhor naquele enorme monstro dou um passo para trás. Ele tinha de corpo dez metros de altura, mais a altura dos três pescoços cumpridos, quatro patas e um rabo. A aparência das cabeças parecia de um lagarto ou dragão. Ele ficou no meio do caminho. Então vejo uma cabeça indo até a outra que segurava Leon pela capa com a boca aberta e puxo a espada da cintura sem saber como as atacar, porque nunca havia brandindo uma espada. Então sinto meus pés não encostarem mais no chão. Olho para os lados e havia virado um hipogrifo novamente. Bato as asas sem entender o que havia acontecido. Achei que o Amuado havia tirado o feitiço de mim. Será que era por pouco tempo?
Olho para baixo e vejo algo mais estranho ainda. Era um tiranossauro rex correndo na direção do monstro. Eles deviam estar extintos. Não eram mais para estar andando sobre a terra. Ele ataca pulando usando sua enorme boca o corpo do monstro que grita de dor. Aproveito a deixa e voo na direção que Leon estava ainda sendo segurado pela capa. Quando chego perto da cabeça a arranho com as minhas patas algumas vezes, as outras duas cabeças estavam ocupadas tentando tirar um tiranossauro rex delas, que por algum motivo estava as atacando com muita fúria.
— Leon, tire a capa e caia sobre o meu lombo — grito para Leon que estava apavorado.
Ele simplesmente tirou a capa e voei para baixo dele o amparando. Voei na direção do chão. Pousei toda errada. Dizem que a primeira vez que se aprende nunca se esquece, mas voar era complicado, principalmente carregando alguém nas costas.
— Emme! Você não deveria estar assim — Leon de cima de mim e indo até a minha frente.
— Como assim não deveria estar assim? Do que está falando Leon?
continua…