Como Sawyer e Aurora se conheceram
Como Sawyer e Aurora se conheceram
Caminhamos até um beco e ele puxou uma ampulheta amarrada numa corrente dourada. Me puxou pela mão para chegar perto dele e acabou batendo contra seu peito e nossos olhos se encontram. Fico sem graça sem saber o porquê. Ele passa a corrente em volta de mim e começa a girar a ampulheta.
Tudo gira em volta de nós, quando começo a sentir náuseas, tudo começa a girar mais devagar até parar completamente. Olho em volta e parecia que nem havia acontecido nada, pois estava tudo igual.
— Leon, tem certeza que viajamos no tempo?
— Claro que sim, mas estamos no local errado. Temos que viajar até Hiruna agora.
— Não creio, vamos ter que voltar tudo de novo? Passar por aquele labirinto terrível na montanha e atravessar a Floresta Escura?
— Na verdade não teremos que fazer tudo isso. Um fato interessante, nesse tempo que estamos ainda não havia a lei que restringia chegar voando em Eldamar, logo podemos sair voando daqui.
— Tem ideia o por quê surgiu essa lei?
— Não suspeita de nada?
— Claro que não Leon, conta logo — revirei os olhos quando vi um hipogrifo pousando na rua e um homem de capa descendo dele.
— Por causa do Monstro de Ghuneiar, foi depois de quase três anos a partir desta data que ele surgiu e o trancafiaram na caverna de Ghuneiar.
— Só isso? Mas nada sobre o assunto? — perguntei curiosa, queria saber mais sobre o monstro que estava indo enfrentar.
— Pior que não, ele surgiu de uma forma estranha e foi aprisionado lá por algum motivo que não encontrei nada sobre o assunto.
— Que saco.
— Então fiquei sabendo que pode virar uma metamorfa assim como sua mãe?
— Se essa tal Aurora for a minha mãe, mas sim só que não tenho ideia como mudar de forma. Quando virei pinguim eu simplesmente… — o olhei e ele estava prestando atenção no que eu estava falando e me lembrei dele conversando com Rosalina e aquele sentimento estranho surgiu dentro de mim. — Virei um pinguim e segui o Gerard lomba abaixo.
— Gerard — bufou irritado. — Vou tentar invocar um portal, pelo que estudei sobre a história dos bruxos viajar por portais também foi proibido por alunos no mesmo ano que o monstro apareceu, parecia estar ligado com a rebeldia que alguns jovens bruxos tem e ficariam tentados a viajar até a caverna do monstro para o derrotar ou apenas ficar o irritando.
— Bem coisa de adolescentes. Então poderia criar logo esse portal?
— Mas tempos todo o tempo do mundo, pois só temos que voltar na hora…
Coloquei o dedo indicador nos lábios deles e balancei a cabeça.
— Sei disso, mas poderia invocar logo, mesmo assim?
Leon piscou os olhos e encarou a minha mão, percebi seu peito subir e descer mais rápido. Arqueei uma sobrancelha. Quando senti seu lábios úmidos em meu dedo me causaram uma sensação estranha o retirei de lá.
— Beleza — respirou fundo e recitou umas palavras estranhas. Mexeu as mãos em círculo e um portal mágico surgiu em nossa frente. — Segure firme na minha mão para não escapar — esticou sua mão para mim.
— Claro — a segurei e ele apertou firme, me causando mais calafrio. Algo passou pela minha mente enquanto me levava para passar pelo portal. Se eu não era filha de Elara, será que não éramos irmãos? Mas não tinha como, porque tínhamos o mesmo pai.
continua…