No dia seguinte, a tensão na sala de aula era quase palpável. Taishou e Akane estavam sentados juntos no fundo, enquanto Sakura e Kenji ocupavam a fileira da frente, com Hinata ao lado da janela. Os alunos absorviam cada palavra da revisão do professor de química, que falava em um tom calmo e constante. Ao final da aula, ele anunciou que liberaria todos mais cedo para que pudessem estudar para as provas finais, mas deixou um aviso: ninguém deveria voltar para casa sozinho. A investigação sobre o massacre no festival ainda não havia sido concluída, e a ameaça de um assassino à solta pairava sobre a cidade. Nesse instante, Kenji lançou um olhar sério a Taishou, que o retribuiu com intensidade; seus olhares se encontraram como lâminas, refletindo a crescente rivalidade entre eles. Quando a aula finalmente acabou, Sakura suspirou, exausta, e sugeriu a Kenji uma pausa para comprar um suco. Ele recusou educadamente, respondendo com um beijo suave. Hinata, ao lado, espreguiçou-se, sentindo a brisa suave enquanto guardava seus livros. Akane, preocupada com as provas, confessou a Taishou que havia negligenciado os estudos nos últimos meses. Ele a tranquilizou com um olhar sereno e a assegurou de que tudo ficaria bem. Akane, animada, propôs que Sakura e Hinata estudassem com ela na biblioteca, um convite que as amigas aceitaram com entusiasmo.
Com o grupo reunido, Akane sugeriu que os rapazes também participassem da sessão de estudos, mas a tensão entre Kenji e Taishou se acentuou. Percebendo o clima pesado, Hinata tomou a iniciativa: "Vocês não têm algo para conversar?". Com um sorriso irônico, Sakura acrescentou: "De preferência, sem se matarem?". Akane observava, dividida entre o namorado e o amigo, enquanto Kenji finalmente quebrou o silêncio. "Sim, precisamos conversar, Taishou." Taishou respondeu em tom monossilábico: "Como quiser." O ambiente ficou carregado de suspense, e a tensão entre eles era palpável — uma força invisível que parecia crescer a cada segundo. O sol começava a se pôr, tingindo a quadra de esportes com um tom alaranjado, quando Taishou e Kenji se afastaram para conversar a sós. Uma brisa suave balançava as folhas das árvores, sussurrando segredos entre eles. Kenji quebrou o silêncio com uma acusação pesada: "Então, você é um lobisomem. Um lobisomem que devora carne humana." Taishou manteve-se impassível, respondendo em tom baixo: "Eu não como carne humana, Kenji." Kenji, inflamado pela desconfiança, retrucou: "E como explica as mortes no festival?" Taishou olhou diretamente para ele e, com a voz firme, disse: "Você sabe que eu não fui o causador daquela tragédia." Kenji não parecia convencido. "E quem era a outra aberração com você?", ele insistiu, a desconfiança evidente em cada palavra. Com tristeza no olhar, Taishou murmurou: "Meu filho."
A resposta causou uma pausa em Kenji, que, incrédulo, perguntou: "Sério, quantos anos você tem?" Taishou o encarou com profundidade, respondendo em tom grave: "Muito mais do que você pode imaginar." Ele se aproximou, enquanto Kenji o olhava com desconfiança. "Eu não gosto da ideia de a Akane estar envolvida com algo que pode machucá-la." Os olhos de Taishou brilharam com uma fúria contida: "Eu nunca machucaria Akane." Kenji se aproximou, tirando uma pistola .357 Magnum da mochila. Taishou observou a arma com uma calma tensa, enquanto Kenji girava o tambor com uma expressão ameaçadora. "Meu padrasto é atirador esportivo. Ele me ensinou a atirar, mas eu nunca gostei de tirar a vida de nada. Só que para tudo na vida há uma exceção." Kenji pegou uma bala de prata do bolso, encaixando-a no tambor enquanto falava, a voz baixa e controlada: "Se você machucar Akane, Taishou, se eu sonhar que você a coloca em perigo, eu acabo com você." Ele girou o tambor, apontando a arma para Taishou. Os olhos de Taishou queimavam com uma mistura de raiva e medo, mas ele manteve a voz firme ao responder: "Isso nunca vai acontecer." Kenji sorriu friamente, e o clique do gatilho ecoou pela quadra, num jogo sombrio de roleta-russa.
Com o coração disparado, Taishou engoliu em seco enquanto Kenji, calmo, tirava a bala de prata, guardando a arma. "Isso é tudo", disse Kenji com um sorriso enigmático, descendo as arquibancadas. "Você vai dar as costas ao seu inimigo, Kenji?", Taishou questionou. Kenji parou, se virou com um brilho de humor nos olhos. "Você não é meu inimigo, seu esquisitão. Só... não me obrigue a mudar isso." A noite descia sobre a cidade, e na biblioteca Akane continuava imersa nos estudos. A luz dourada do sol se infiltrava pelas janelas, tingindo as prateleiras de tons de âmbar. Apesar da ajuda das amigas, o peso dos conteúdos a estressava. Ao término do estudo, Sakura e Hinata se despediram, mas Akane optou por permanecer mais um pouco, focada. Sozinha no silêncio da biblioteca, ela ouviu passos leves; ao levantar os olhos, viu Taishou, que lhe oferecia um café quente. "Obrigada, amor," murmurou, e ele se sentou ao seu lado. Taishou então quebrou o silêncio com uma notícia: "Amanhã é lua cheia." As palavras o transportaram para Caleb, cujo temperamento volátil ainda representava um risco. Akane, preocupada, perguntou: "O que você pretende fazer com ele?" Taishou desviou o olhar, mantendo o suspense no ar. "Se ao menos houvesse uma cura...", sussurrou ela. Taishou sorriu ironicamente. "Licantropia hereditária não tem cura, Akane. Acredite, eu tentei. Mesmo a licantropia por maldição é praticamente irremovível." Ela tentou relembrar soluções — acônito, prata, água benta — mas Taishou negou todas. "Há algo que ajude a controlar?" ela refletiu. "Ervas, prata e poções podem amenizar os sintomas, mas nada impede a transformação por completo. A única solução definitiva é... morrer."
As palavras a atingiram como um soco. "Morrer?", ela sussurrou, horrorizada. "É a única forma de garantir que a besta não machuque ninguém," respondeu ele, a voz pesada de resignação. Em um fio de voz, Akane perguntou: "Você pensa em morrer?" Ele hesitou antes de responder: "Viver eternamente significa ver o mundo mudar enquanto você permanece o mesmo, assistindo aqueles que ama morrerem enquanto você continua... É uma maldição." Akane abraçou Taishou, sentindo o peso de sua dor. "Não podemos matar Caleb," disse ela, emocionada. "Ele ainda é uma criança..." Taishou a observou em silêncio. "Ele é jovem, sim... talvez ainda tenha uma chance de controlar a besta." Akane manteve o abraço, tentando reconfortá-lo. "Eu sei que Caleb tem uma chance, Taishou. Ele não está sozinho como você esteve. Ele tem você, Yuki, e agora a mim."
A expressão de Taishou suavizou, mas um brilho de tristeza permaneceu em seus olhos. "Mesmo com tudo isso, Akane... sempre existirá o medo. O medo de que ele perca o controle e de que nenhum de nós seja capaz de pará-lo." Ela segurou o rosto de Taishou, forçando-o a olhar para ela. "Então nós o ensinaremos, juntos. Vamos dar a ele a esperança que você nunca teve. Ele será diferente, Taishou, porque terá amor e apoio desde o começo." Taishou finalmente sorriu, um sorriso que parecia aliviado, ainda que breve. Ele sabia que enfrentar a transformação de Caleb não seria fácil, mas a determinação de Akane o contagiava. "Você realmente acredita que isso será suficiente?" Akane assentiu, o olhar firme. "Sim, porque sei que você é forte o bastante para protegê-lo e guiá-lo. Caleb é apenas uma criança, e se ele tiver a chance de crescer com o entendimento de quem ele é e com pessoas que o amam, ele encontrará uma forma de se controlar."
Taishou desviou o olhar. "Caleb é um caso especial. Ele é muito jovem, e seu corpo pode se adaptar à licantropia. Existe uma chance de que ele aprenda a controlar a fera dentro dele melhor do que eu." Akane ouviu com atenção as palavras do namorado, agarrando-se a essa esperança. "Então, vamos fazer o possível para ajudá-lo. Vamos ensinar Caleb a dominar a fera e ter uma vida normal." Taishou assentiu, e ela se aproximou para abraçá-lo, sentindo sua determinação e força em seus braços. Curiosa, ela perguntou: "Por que Caleb é diferente de você?"
Taishou a olhou com pesar antes de responder. "Porque ele herdou a fera. Eu, por outro lado, fui contaminado de forma patológica." Akane ficou em silêncio por um momento, processando as palavras dele. "Como assim?" perguntou, intrigada, com uma mistura de curiosidade e apreensão. "Pode me contar como foi sua transformação?" Taishou desviou o olhar, como se hesitasse em revelar um segredo tão antigo e doloroso. Por fim, começou a falar, a voz baixa e marcada de lembranças sombrias. "Eu era um guerreiro na antiga Grécia em 115 d.C. Era uma noite de lua cheia, enquanto dormíamos em volta de uma fogueira com meus amigos de batalha, meu melhor amigo, Demétrio Rodrigues também estava lá, mas naquela noite, algo aconteceu. Ele começou a se transformar na frente de todos. Ele matou e devorou todos nossos companheiros, mas, ao se aproximar de mim, rosnou em uma voz gutural: 'Christian, meu velho amigo. Quero te dar um presente'. Ele então mordeu meu ombro." Taishou fez uma pausa, revivendo aquele momento de horror. "A dor foi lancinante; um calor tomou meu corpo, e desmaiei. Quando acordei, Demétrio havia partido. Séculos depois, nos reencontramos, mas naquela época, eu estava sozinho com uma maldição." Taishou respirou fundo antes de continuar. "Nos primeiros anos, escondia-me na lua cheia, temendo ferir alguém. Mas o tempo me ensinou a dominar a fera através de disciplina e força de vontade. Aos poucos, consegui transformar a fera negra em um lobo branco, pacífico e controlado. O que antes era uma aparência sombria deu lugar a uma nova forma, com pelos brancos como a neve e uma aura de serenidade." Akane ouvia maravilhada, admirando a determinação de Taishou. "Demorou séculos," ele finalizou com um sorriso, "mas eu consegui."
Akane sorriu com ternura e o beijou delicadamente. Admirava sua coragem e persistência. Aquele momento foi interrompido pelo sinal do fim da última aula, e ela começou a juntar o material, preparando-se para a prova final do dia seguinte. Ao saírem juntos, Akane e Taishou caminharam lado a lado, ombros se tocando, enquanto o sol dourado iluminava o pátio. De repente, ele sussurrou: "Gostaria que passasse a noite em minha casa." Akane corou, surpresa com o convite, e desviou o olhar, fingindo observar um pássaro próximo. Por dentro, uma mistura de empolgação e receio a dominava. Depois de alguns segundos, reuniu coragem e respondeu, sorrindo: "Eu adoraria." Taishou retribuiu com um sorriso tímido e a puxou para um abraço. Enquanto deixavam a escola de mãos dadas, Akane desbloqueou o celular para avisar sua mãe: “Oi, mamãe! Vou dormir na casa do Taishou hoje. Te amo.” Enviou a mensagem, aninhando-se mais perto dele. No caminho para casa, eles trocavam beijos e carícias suaves. O celular de Akane tocou de repente. Era Sakura, que ligava para dizer que Yuki e Caleb queriam fazer uma festa do pijama. Taishou hesitou, preocupado com a lua cheia na noite seguinte, mas Akane, otimista, assegurou-lhe que Caleb ficaria bem. "A lua cheia é só amanhã," disse ela, autorizando Caleb a dormir com as amigas. Taishou tomou o telefone e alertou Sakura: "Se Caleb mostrar qualquer comportamento estranho, ligue-me imediatamente!" Após uma breve pausa, Sakura concordou e desligou.
Já em casa, Akane notou que as caixas e relíquias misteriosas de Taishou haviam desaparecido. "O que houve com todos aqueles artefatos?", perguntou, surpresa. "Vendi," respondeu ele, com um tom melancólico. "Isso te rendeu bastante dinheiro, não?", ela completou, percebendo que algo mais profundo o incomodava. Taishou a olhou, e com um suspiro, pediu que ela se sentasse. Serviu-lhes um whisky, e, enquanto Akane protestava por ser menor de idade, ele disse com um sorriso de canto: "Você faz dezoito semana que vem. Não seja tão certinha." Taishou tomou um gole e fixou o olhar no copo, perdido em pensamentos. "Estou pensando em ir embora depois da formatura." As palavras foram um golpe para Akane, que, chocada, olhou para ele com lágrimas nos olhos. "O... quê?" gaguejou, incrédula. "Akane, seja lógica. Eu e Caleb não podemos ficar. É perigoso para você e todos aqui." Aquelas palavras eram como facadas, mas, antes de se deixar vencer pela emoção, ela virou o whisky de uma só vez. "Então, você vai terminar comigo? Vai desistir de nós?", perguntou, a voz embargada. Ele serviu-se de mais uma dose e a virou. "Você fala como se fosse fácil," respondeu, com dor visível na voz. A tensão crescia, as sombras se alongavam na sala, enquanto Akane, sem desistir, o encarava, esperando uma explicação.
"Akane, seja lógica", começou Taishou, sua voz tensa. "Não posso mais ficar aqui. Nem eu, nem Caleb. É perigoso para você e para seus amigos." As lágrimas brotaram nos olhos de Akane, e ela virou de uma só vez o whisky que segurava, sentindo a bebida quente queimar sua garganta. "Então você simplesmente vai desistir de nós e de tudo?", perguntou ela, a voz embargada. Taishou serviu uma dose para si mesmo e a virou também. "Você fala como se fosse fácil para mim", retrucou, com a dor evidente em seu tom. O silêncio se instalou entre eles, pesado e opressor. A noite avançava, e as sombras se alongavam pela sala, enquanto a luz fraca da rua iluminava seus rostos. Akane se virou para Taishou, os olhos marejados implorando por uma resposta diferente. "Por favor, Taishou", sussurrou, quase inaudível. "Não me diga que vai embora." Ele a encarou, o olhar cheio de tristeza e conflito, mas, finalmente, desviou o olhar e murmurou: "Sinto muito." As lágrimas deslizaram pelo rosto de Akane, traçando caminhos de tristeza em suas bochechas. Taishou pousou o copo na mesa e a puxou para um abraço apertado. "Por favor, não torne isso mais difícil", murmurou ele, a voz abafada. Akane se afastou, encarando-o com os olhos ainda marejados. "Além de me deixar, você ainda me pede para não chorar? Hoje você está sendo bem exigente, Taishou", respondeu com uma ironia amarga, pousando o copo e enxugando as lágrimas com a manga. "Você sempre soube que nossa relação era impossível", ele disse, com a voz gélida e resignada. "Não quero perder outra mulher de forma tão cruel."
"Você me pediu em casamento, seu idiota!", explodiu Akane, a mágoa transbordando. "E agora diz que foi um erro? Que não pode cometer o mesmo erro duas vezes?" As palavras de Taishou feriram como lâminas, deixando cicatrizes no coração dela. "Não posso perder outra Catarine de forma tão horrível, Akane. Eu já tenho que controlar meu filho, não posso me preocupar com uma companheira perdendo o controle também", ele respondeu, e as palavras ecoaram na mente dela como um zumbido irritante. Lutando contra o choro, Akane se engasgou com as lágrimas que continuavam escorrendo livremente. "Você não tem o direito de me comparar a ela!", gritou, a voz trêmula de emoção. "Eu sou Akane, não Catarine. Eu te amo, Taishou, e você está jogando tudo fora!" Taishou se aproximou, os olhos cheios de pesar. "Eu sei quem você é", disse, a voz suave, quase um sussurro. "Mas não posso te dar o que precisa. Não posso te dar uma vida segura, um futuro normal." Akane o empurrou, afastando-se com raiva. "Você não faz ideia do que eu preciso! Não sabe de nada!", gritou, as lágrimas ainda escorrendo. "Quer passar sua vida inteira sofrendo ao meu lado?", questionou Taishou, a voz tomada pela angústia. "Temer quantas pessoas Caleb pode matar? Envelhecer enquanto eu permaneço igual?"
As palavras dele cortaram fundo, dilacerando o sonho dela de um futuro juntos. A realidade, dura e implacável, se impunha como um fantasma entre eles. "Você me ofereceu uma escolha", disse ela, tentando manter a calma. Taishou a encarou com tristeza. "Akane, você não quer essa vida, acredite. Não vale a pena." As palavras ecoavam em sua mente, cada uma um lembrete de uma vida de medo, incerteza e sofrimento. Era isso que realmente queria? O olhar de Akane buscou algum sinal de esperança, uma promessa de um futuro diferente, mas tudo que encontrou foi a mesma tristeza e angústia que sentia. As lágrimas voltaram, quentes e salgadas, e ela sabia que ele estava certo. Não podia viver uma vida assim. Com o coração pesado, Akane se afastou. Sentia o mundo desmoronando ao seu redor, esmagada pela realidade. "Eu te amo, Taishou", disse com a voz embargada. Ele serviu outra dose e a bebeu de um só gole, o álcool anestesiando sua dor por um instante. Em seguida, ele a puxou e, num ato desesperado, seus lábios se encontraram com urgência, buscando refúgio um no outro. A paixão que os unia transbordava em cada toque e cada suspiro. Akane se entregou ao beijo, os dedos se entrelaçando nos cabelos de Taishou. Sentia o calor dele, o gosto amargo do whisky e a dor de uma despedida inevitável.
Eles continuaram a se beijar, cada segundo mais intenso. Perdidos em seus sentimentos, cada toque era uma despedida desesperada. Taishou a deitou suavemente, explorando cada curva de seu corpo com carinho e desejo. Akane sussurrou: "Isso é tão injusto." Ele respondeu, a voz rouca de desejo e dor: "Sim, muito injusto." Suas palavras ficaram no ar, carregadas de frustração. Ele traçou delicadamente o rosto dela com o polegar, memorizando cada detalhe, enquanto Akane fechava os olhos, esboçando um sorriso sereno. Nos braços de Taishou, sentia-se segura, como se o mundo lá fora não existisse. As mãos dele percorriam seu corpo com cuidado, cada toque sendo uma lembrança do amor que compartilhavam. Em cada gesto, em cada olhar, eles gravavam o que seria para sempre uma memória, um adeus ao futuro que nunca teriam.
As mãos de Taishou exploravam o corpo de Akane com maestria, percorrendo cada curva, cada centímetro de sua pele macia. Ela se arrepiou com o toque dele, um deleite que a transportava para um mundo de sensações inebriantes. Akane também não se conteve; seus dedos deslizavam pelo corpo de Taishou, descobrindo a textura de sua pele, a força de seus músculos e o calor do seu corpo. A cada toque, a paixão entre eles se intensificava, e a temperatura da sala subia. Akane retirou a regata preta de Taishou, revelando sua pele suave. Seus lábios se encontraram com a nobreza da pele dele, enviando ondas de antecipação pelo seu corpo. Taishou devolveu o toque firmemente, sentindo a suavidade dela com cada beijo. Akane notou a força dele, o que a fez sentir-se mais segura em seu colo. Ela era dele, e ele era dela.
Taishou desabotoou a blusa escolar de Akane, revelando sua pele suave. Seus dedos moviam-se com cuidado, explorando as curvas do corpo dela. Ele queria descobrir cada parte dela. Deslizou suas mãos nas costas de Akane e retirou o sutiã, expondo seus seios firmes e perfeitos. O desejo pulsou dentro de Taishou. Suas mãos exploravam a pele macia dela, cada curva perfeita. A tensão entre eles se intensificava a cada segundo; Taishou sentia que sua pele estava sob o toque e o amor dele. Ela reparou nas mãos firmes dele, sentindo o calor do toque e o desejo que ele demonstrava. Akane pertencia a ele, e ele desejava amá-la.
Taishou tirou a saia de Akane, revelando a linda curva de sua cintura e pernas. As mãos dele deslizaram por ela com um desejo selvagem, explorando-a com cada movimento. Akane sentiu-se tocada, protegida e segura em seus braços. O toque dele e o amor que ele sentia por ela superavam qualquer expectativa. Ela era dele, e ele era dela; eles eram uma única entidade.
"Taishou", ela interrompeu a brincadeira com a voz rouca. Ele olhou para seus movimentos, fixando os olhos nos dela. "O que foi?" Akane ficou tímida com o pedido. "V-Você tem camisinha?" Um leve rubor tomou conta do seu rosto ao pedir por um objeto tão íntimo. Ele sorriu para ela e se levantou, caminhando em direção ao quarto. Akane se levantou do sofá e o seguiu. Ele procurou em sua gaveta pelo objeto e o achou rapidamente. Ela sorriu timidamente. "Eu deveria me preocupar por você ter algo assim em casa?" Taishou sorriu de volta e a puxou para a cama. "Eu comprei isso há um tempo, eu esperava usar com você hoje." Akane abriu um sorriso sincero. "Sei, vou fingir que acredito." Ele ignorou as provocações dela e voltou a beijá-la. Rapidamente, eles retomaram o ritmo perdido.
Akane começou a tirar a calça de Taishou, começando pelo cinto. Ele não parecia ter a intenção de impedi-la; apenas a observava, esperando com uma expressão que não se podia decifrar, mas com um certo ar de curiosidade. Ele parecia ansioso para ver se ela faria o que imaginava. Ele a empurrou sobre a cama, tirou lentamente a calcinha de Akane e a deixou totalmente nua. Agora, ela estava completamente vulnerável para ele, sua pele clara e suave sob seu toque. Ele a observou por alguns instantes, sem dizer nada, até abrir um sorriso malicioso. "Nossa, é muito raro ver essa expressão no seu rosto", Akane disse, tentando censurar com suas mãos parte do corpo, morrendo de vergonha. Ele subiu sobre ela, seu corpo pesado contra o dela. Ela sentiu o peso dele, e sua respiração começou a descompensar. Ele era maior e mais forte, mas ela gostava dessa sensação de vulnerabilidade, de estar completamente à mercê dele. Ele parecia seguro de si, e ela sabia que tinha controle total da situação.
"Taishou..." Akane começou com uma voz dengosa. "Você sabe que eu nunca fiz isso antes, não sabe?" Taishou a olhou com uma expressão de compreensão, mas também de preocupação. "Eu sei", ele disse, olhando para ela com um leve sorriso. "Não tem nada que você precise se preocupar. Tudo estará bem. Eu cuidarei de você." Ela pôde sentir a genuína preocupação em seu olhar. "Eu vou devagar", "Se doer, você me avisa." Akane balançou a cabeça afirmativamente. Sua respiração se tornava mais pesada quando Taishou retirou sua última peça de roupa, revelando seu membro pronto para o serviço. Ele começou a colocar a camisinha, mas continuou a vê-la nos olhos, sem que isso interferisse. Ele queria ver a expressão dela enquanto fazia isso. Akane estava completamente vermelha, com as pernas cruzadas de ansiedade. Sua respiração era profunda e irregular. Uma vez que a colocação foi finalizada, ele parecia mais calmo, e seu comportamento mudava. Agora, Taishou abria lentamente as pernas de Akane. Ela fixou os olhos nele, confiando na promessa de que ele seria gentil. Ele esfregou lentamente seu membro na abertura de sua fenda e olhou nos olhos dela. "Está pronta?" Ela balançou a cabeça em afirmativo, não escondendo o medo que a dominava. Lentamente, ele começou a empurrar para dentro dela.
Akane agarrou os lençóis da cama e soltou um gemido de dor. Taishou parou imediatamente, olhando para ela. Sua respiração estava pesada, e seus olhos, fechados. "Está tudo bem?" Ele disse com a voz calma. "Sim." Ela murmurou. "Por favor, seja gentil." Seus olhos cor de mel lacrimejavam de dor. "Eu vou. Não precisa se preocupar." Ele continuou, empurrando devagar, garantindo que ela sentisse prazer e não dor. Ele estava totalmente focado nela, movendo-se lentamente para dentro dela. Akane soltou outro gemido de dor, difícil de esconder. Ele parou novamente. "Desculpa." Ela disse envergonhada. "Não precisa se desculpar. Eu paro quantas vezes forem necessárias." Ele disse com a expressão calma. Ela o olhou e sorriu com a gentileza dele.
Ela respirou fundo e deu sinal verde para que ele continuasse. Ele empurrou mais uma vez e sentiu que estava atravessando uma barreira difícil. Akane gemeu de dor, e ele a abraçou, beijando seus lábios para tranquilizá-la. "Sinto muito, Akane, se estiver doendo demais, podemos parar." Akane fez um sinal negativo com a cabeça. "Pode continuar," ela disse, sua voz rouca e vacilante. Ela o abraçou mais perto e fechou os olhos. Ele a beijou nos lábios novamente antes de terminar de empurrar para dentro dela. Um último grito de dor ecoou até que ele estivesse totalmente dentro. Ele a olhou com carinho e esperou um pouco até que ela se acostumasse. "Eu vou começar bem devagar." Ele continuou a se mover devagar, de modo que as dores dela fossem apenas um pequeno incômodo. A cada movimento, ela sentia um pouco de prazer misturado com dor. A primeira vez dela não estava sendo tão ruim quanto ela pensara. "Taishou..." Akane gemeu baixinho. Ele aumentou um pouco mais os movimentos, e as sensações dela começaram a se intensificar. Com um pouco de dor, mas não ao ponto de arder ou fazê-la querer parar, ela começou a sentir coisas diferentes, o que a deixava excitada. Era uma mistura de sensações maravilhosas. "Está doendo?" Ele perguntou, com a voz calma e preocupada. "Um pouco..." Ela respondeu murmurando.
Ele aumentou a intensidade, e o prazer misturado à dor se tornava mais intenso. As sensações ainda não eram extremas, mas ela começou a gemer com mais frequência. Taishou continuou com os movimentos lentos, preocupado com o bem-estar de Akane, mas agora parecia que ela estava sentindo mais prazer. "Akane..." Ele disse seu nome. "Posso ir mais forte?" Ela murmurou e gemeu em resposta afirmativa. Ele acelerou o ritmo, e a intensidade aumentou. Ela estava mais sensível aos movimentos dele, e a mistura de prazer e dor continuava. Com o tempo, o prazer aumentava enquanto a dor diminuía ligeiramente. Akane agarrou as costas de Taishou e ele a abraçou com força, aumentando ainda mais o ritmo. Os gemidos dela revelavam que estava sentindo mais prazer do que qualquer outra coisa agora. "Ah! Taishou!" ela deixou escapar, gemendo. Ele continuou, e o ritmo aumentou, tornando-se forte e intenso. Ela só sentia prazer agora. Arranhava as costas de Taishou em resposta ao prazer que sentia. Ele também começou a soltar murmúrios de prazer, encontrando dentro dela uma explosão de sensações. A intensidade do momento fez com que a conexão entre eles se tornasse ainda mais profunda. Taishou olhou para Akane, vendo os olhos dela brilharem com desejo e paixão. Ele se inclinou para beijá-la novamente, suas bocas se unindo em um misto de urgência e ternura.
"Você é incrível," ele sussurrou entre os beijos, sentindo-se completamente envolvido por ela. Akane sorriu, seu coração batendo rápido, e respondeu com um gemido suave enquanto suas mãos buscavam a pele dele, explorando cada centímetro do corpo que estava sobre ela.
"Mais... mais," ela pediu, sua voz embargada pela paixão. Taishou, animado com seu pedido, intensificou o ritmo, cada movimento se tornando mais profundo e mais cheio de paixão. O quarto estava cheio de sons de prazer, uma sinfonia de gemidos e sussurros que refletiam a entrega total de ambos. O prazer se acumulava dentro de Akane, uma onda que a envolvia cada vez mais. "Taishou, eu... não sei se consigo aguentar," ela disse, a respiração pesada. Taishou a olhou, entendendo o que ela queria dizer. "Estamos juntos, Akane. Você pode deixar fluir. É só se entregar." Com essas palavras, Akane permitiu-se ir. A cada movimento, a cada impulso, ela sentia a tensão se desfazer e a felicidade transbordar. O mundo ao redor parecia desaparecer, restando apenas eles, perdidos um no outro. A intensidade do momento fez com que os limites de seus corpos se unissem, e a linha entre dor e prazer se tornasse indistinta. "Estou quase lá," Taishou admitiu, seu rosto revelando um misto de concentração e prazer. Akane sentiu um frio na barriga, sabendo que ele também estava perto do clímax. "Me acompanhe, Taishou. Vamos juntos," ela incentivou, envolvendo as pernas em volta da cintura dele, puxando-o para mais perto.
Os movimentos dele se tornaram frenéticos, e em um último empurrão, eles chegaram ao ápice juntos. Um grito de prazer escapou dos lábios de Akane enquanto ondas de euforia a invadiam. Taishou a seguiu logo em seguida, entregando-se àquele momento que os unia de maneira indescritível. Exaustos, eles permaneceram juntos, a respiração entrecortada enquanto seus corpos se aquietavam. Akane olhou para Taishou, que ainda estava sobre ela, e sorriu. "Foi... incrível," ela murmurou, ainda absorta no momento. "Sim, foi," Taishou respondeu, afastando os cabelos do rosto dela e olhando profundamente em seus olhos. "Estou tão feliz por estarmos juntos assim." Akane sorriu, sentindo-se segura e amada em seus braços. O mundo lá fora podia ser caótico, mas ali, naquele instante, tudo estava perfeitamente em harmonia. Eles eram mais do que apenas amantes; eram parceiros, aliados e, acima de tudo, duas almas que se encontraram em um mar de incertezas.
Akane se aconchegava nos braços de Taishou, suspirando de contentamento. O calor do corpo dele a envolvia como um manto aconchegante, e o ritmo suave de sua respiração era como uma doce canção de ninar. Seus olhos se fecharam lentamente, pesados de cansaço e felicidade. A noite de amor que haviam compartilhado fora intensa e arrebatadora, uma explosão de paixão e ternura que a deixara exausta, mas profundamente satisfeita. Taishou se levantou da cama com cuidado, evitando perturbar o sono de Akane. Seus movimentos eram lentos e precisos, guiados pela familiaridade com o ritual que se repetia após cada noite de amor. Com um sorriso sereno no rosto, ele a observou dormir, admirando sua expressão angelical, os cabelos sedosos espalhados pelo travesseiro e a testa brilhando de suor. Sua pele macia emanava um brilho natural. Taishou caminhou até o banheiro, retirou a camisinha e descartou-a no cesto de lixo. O gesto era simples, mas carregado de significado; simbolizava o cuidado que ele tinha com Akane, a responsabilidade por sua saúde e o respeito pelo amor que os unia.
Ao voltar para a cama, ele se deitou ao lado dela, deslizando sob o lençol macio. Sentiu o calor dela o envolver, e uma sensação de paz e contentamento o dominou. Taishou fechou os olhos e suspirou de felicidade. Naquele momento, soube que havia encontrado a mulher de sua vida, sua alma gêmea, a personificação do amor verdadeiro. Com Akane ao seu lado, sentia-se completo, pronto para enfrentar qualquer desafio que a vida lhe apresentasse. Uma sensação de plenitude o invadia, como se todas as peças do quebra-cabeça de sua vida finalmente se encaixassem. Ao recordar cada momento da noite, um sorriso se formava em seus lábios: a paixão ardente que os consumira, a ternura de seus toques, a entrega total de seus corpos—tudo se misturava em uma lembrança inebriante e inesquecível. Taishou se sentia profundamente grato por ter Akane em sua vida. Ela era a mulher dos seus sonhos, sua alma gêmea. Ao contemplá-la adormecida, ele se perguntava como tinha tido tanta sorte de encontrar alguém tão especial. Sua beleza, doçura e inteligência o fascinavam. Naquele momento, fez uma promessa a si mesmo: amar Akane com todas as suas forças, protegê-la e cuidar dela para sempre. Ele não a abandonaria. Taishou sabia que a vida não seria fácil; haveria desafios e obstáculos a serem superados. Mas, com Akane ao seu lado, sentia-se invencível, capaz de enfrentar qualquer coisa.
Na aconchegante sala de estar da casa de Sakura, a atmosfera estava repleta de risos e sussurros excitados. Ela havia convidado Caleb e Yuki para uma noite divertida, e a energia infantil logo transformou o ambiente. Com um brilho nos olhos, Sakura guiou as crianças na montagem de uma cabana improvisada, usando cadeiras e lençóis que ela havia coletado. "Vamos lá, pessoal! Precisamos de muitas cadeiras!" exclamou Sakura, rindo enquanto as crianças corriam para ajudar. Juntos, eles arrastaram as cadeiras para o centro da sala, criando uma estrutura robusta que logo se transformou em uma verdadeira cabana. Os lençóis eram drapeados de maneira criativa, formando um teto que balançava suavemente, como se estivesse convidando a imaginação a entrar. Yuki, com um brilho travesso no olhar, correu até a prateleira de brinquedos e começou a encher a cabana com todos os tipos de coisas. Pequenos bichos de pelúcia, travesseiros coloridos e até uma lanterna que piscava tornaram o espaço ainda mais encantador. "Olha, irmã! Agora é uma verdadeira casinha!" ela disse, sua voz cheia de entusiasmo. Sakura observou os dois se divertindo, um sorriso caloroso iluminando seu rosto. "É adorável ver vocês dois brincando assim," disse ela, sua voz suave. No entanto, enquanto assistia à cena, seus pensamentos flutuavam em direções mais sombrias. Ela não conseguia evitar a reflexão sobre a natureza lobisomem de Caleb. Embora ele parecesse apenas um menino comum fora das noites de lua cheia, havia uma parte dele que era tão diferente, tão pesada.
O riso de Yuki e a empolgação de Caleb a puxaram de volta para a realidade. Eles estavam felizes, e isso era tudo que importava naquele momento. Ela se juntou a eles na cabana, acomodando-se entre as almofadas, e com um ar de mistério, disse: "Agora, vamos contar histórias de aventuras! Quem quer começar?" Os olhinhos de Yuki brilharam, e Caleb sorriu, e por um instante, as preocupações de Sakura se dissiparam, deixando apenas a mágica da infância e a alegria de estar juntos. Sakura se acomodou ainda mais na cabana improvisada, o coração aquecido pela cena diante de si. As histórias começaram a fluir, e ela narrou contos de heróis corajosos, aventuras em terras distantes e criaturas mágicas que habitavam florestas encantadas. As crianças a escutavam com atenção, os olhinhos brilhando à luz suave da lanterna que haviam colocado dentro da cabana. "Uma vez, em um reino não muito distante, havia um dragão que protegia uma princesa," começou Sakura, sua voz suave e envolvente. "Mas esse não era um dragão qualquer; ele tinha escamas que brilhavam como estrelas e um coração gentil. Um dia, ele encontrou um grupo de amigos que precisavam de ajuda, e juntos, eles partiram em uma grande aventura..."
Yuki e Caleb se entreolhavam, completamente imersos nas palavras de Sakura, cada um segurando um travesseiro como se fosse uma espada ou um escudo. O riso e a imaginação daquelas crianças criavam uma bolha de felicidade, afastando qualquer sombra de preocupação que pudesse pairar sobre Sakura. Com o passar das horas, a noite caiu e o ambiente se tornou ainda mais acolhedor. As luzes da sala foram suavizadas, e a única iluminação vinha da lanterna e da luz da lua crescente, que filtrava-se pela janela, criando um padrão suave no chão. Eventualmente, o cansaço se apoderou das crianças. Yuki, com a cabeça apoiada no travesseiro, fechou os olhos e logo Caleb a seguiu, aconchegando-se ao lado dela, ambos dormindo juntos na cabana improvisada. Sakura observou a cena com um sorriso, achando adorável como os dois estavam confortáveis e seguros. Os rostos deles eram serenos sob a luz suave, e ela não pôde deixar de sentir uma onda de carinho. Com cuidado, puxou seu telefone da bolsa, decidindo capturar aquele momento precioso. Ela tirou uma foto, a imagem perfeita dos dois adormecidos, e enviou para Akane, imaginando a reação da amiga ao ver Caleb e Yuki tão felizes.